Dunga evitou entrar em conflito com o presidente Ricardo Teixeira, da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Disse que a iniciativa de convocar o meia Ronaldinho Gaúcho para as Olimpíadas de Pequim foi sua, decisão tomada em comum acordo com o cartola.
“Quem convocou foi a CBF. Estávamos conversando há mais de três meses sobre isso. Fui o primeiro a ver essa situação. Sempre disse que ele é diferenciado”, destacou o técnico. Após o empate com a Argentina pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo, Ricardo Teixeira havia se adiantado a Dunga na convocação.
Ronaldinho está sem clube (o Chelsea estaria interessado em sua contratação), já que o Barcelona não deseja mais contar com o brasileiro. Segundo Dunga, um dos objetivos de convocá-lo é justamente recuperar o melhor jogador do mundo em 2004 e 2005. O treinador negou que essa ajuda seja um sinal de tratamento diferenciado à estrela, postura que rejeitou quando assumiu a seleção.
“Fizemos a mesma coisa com o Robinho quando estava mal no Real Madrid. O Ronaldinho vive um momento difícil e estamos protegendo um craque brasileiro. A primeira situação é o Ronaldinho voltar a ser o Ronaldinho. Depois, vamos pensar como aproveitá-lo”, explicou Dunga. Ele pretendia preencher outra das três vagas destinadas a atletas com mais de 23 anos com Kaká, mas o Milan vetou a participação do meia nos Jogos. Ronaldinho, ao menos, não terá esse problema.
Dunga é tão questionado quanto o quase ex-jogador do Barcelona. A última semana foi difícil para o técnico da seleção brasileira. Depois de perder para Venezuela e Paraguai, ele recebeu muitas críticas. Neste domingo, mesmo com o time brasileiro olímpico vencendo um combinado carioca por 1 a 0, a torcida o vaiou.
“Não é a primeira vez que isso acontece. Todos os outros técnicos da seleção também passaram por isso. Parreira, Zagallo, só para citar alguns”, igualou-se Dunga.