Depois de promover várias surpresas na lista de convocados para a seleção brasileira, o técnico Dunga avisou nesta quinta-feira que planeja chamar mais novatos nos próximos compromissos da equipe canarinho. Porém, questionado sobre a ausência de Anderson, do Porto, o treinador explicou que não pode mudar radicalmente o elenco.
“O Jorginho (auxiliar-técnico) foi observar o Anderson, mas não podemos trazer ao mesmo tempo um número grande de novos. Se modificarmos tudo, eles vêm e não encontram uma base sólida. O Anderson, assim como outros jogadores, tem grande valor e vai ter chances no futuro”, justificou.
Dunga ainda elogiou um dos novos convocados desta quinta, o lateral-direito Daniel Alves. O comandante lembrou da ótima postura tática do atleta na partida do Sevilla contra o Barcelona, pela Supercopa da Europa.
“O Daniel já jogou na seleção (de base) e é um jogador que gosta de apoiar, mas sabe também marcar. Na Supercopa, ele marcou o Ronaldo (Gaúcho) e mostrou que tem condição de atuar nessa posição”, afirmou.
A lista de relacionados para os amistosos contra Kuwait e Equador (dias 7 e 10 de outubro, respectivamente) também contou com surpresas como o goleiro Helton, do Porto, e o meio-campista Lucas, do Grêmio. Na ala esquerda, Adriano ganha nova chance depois de ser chamado por Carlos Alberto Parreira na Copa América de 2004.
Além das novidades, Dunga também comentou a situação de jogadores que vêm formando a base da seleção, como o atacante Robinho, que atualmente está na reserva do Real Madrid.
“É um jogador que já conhecemos as características. Seria ideal jogar sempre, mas há o modo de pensar do técnico do clube. O importante é que, quando entrar, mude o ritmo da partida e o resultado, além de estar motivado para a seleção”, receitou, deixando transparecer que a resposta serve para todos os convocados da seleção.
Mais uma vez, o técnico também advertiu que a seleção não conta com apenas um pequeno grupo fechado. “Dentro da seleção, não podemos ter apenas 11 titulares, e sim 22 titulares”, argumentou.