
Já ciente das dificuldades que terá de enfrentar diante da Argentina, fora de casa, o técnico Dunga agora se ocupa em como escalar Neymar no setor ofensivo. Para o duelo no Monumental de Núñez, o atacante do Barcelona volta a estar à disposição da comissão técnica após cumprir quatro jogos de suspensão por conta do episódio ocorrido na Copa América. Se, por um lado, o técnico da Seleção ainda busca formas de aproveitar o camisa 10 em campo, a dor de cabeça de Tata Martino é ainda mais séria, já que não deverá contar com Lionel Messi.
Certo de que o elenco da vice-campeã mundial tem qualidade suficiente para suprir a falta de Messi, que tem prazo de recuperação previsto para meados de novembro, e dificilmente alcançará a plenitude física a tempo, Dunga fez mistério, mas disse pensar em variáveis para aproveitar Neymar entre os titulares. Na Copa América, quando esteve suspenso, o craque viu sua vaga preenchida por Philippe Coutinho, mas encontrou melhor substituto em Douglas Costa, que atuou no início das Eliminatórias.
“A Argentina tem muita qualidade e tem que superar esse momento de não ter um jogador importante como Messi, assim como nós fizemos quando não tínhamos o Neymar. Agora, com ele voltando, é claro que ficamos felizes e o nosso potencial aumenta. Já temos uma ideia, mas vai ser o treinamento que vai definir onde vamos coloca-lo. Nós temos que ver, com base nos jogos da Argentina, a melhor forma de encaixar nossos atletas em campo”, falou o treinador.
Como antídoto para a pressão que espera sofrer em Buenos Aires, ambiente normal em jogos de Eliminatórias, o técnico Dunga dispõe de dois jogadores experientes, que foram mantidos na lista inicial da competição: são eles o meia Kaká e o atacante Ricardo Oliveira. A dois gols de se tornar o artilheiro do Brasil na história das Eliminatórias, o jogador do Orlando City terá mais uma oportunidade de compartilhar experiências com o grupo, assim como Oliveira, artilheiro do Brasil e vivendo bom momento da carreira aos 35 anos.
“Nós vamos aproveitar a experiência de jogo deles em relação ao grupo, assim como fizemos com Robinho, e com o próprio Kaká em outras oportunidades. Mas o que decide sempre a participação de um ou de outro é a questão da técnica e, por isso, tudo depende de como eles vão se apresentar nos treinos”, ponderou Dunga, que parece ter sido convencido da importância de ambos após os confrontos contra Chile e Venezuela.