A seleção brasileira voltou dos dois amistosos que realizou nos Estados Unidos elogiada pela crítica esportiva. Um ponto, no entanto, ainda é questionado nos comandados de Dunga: a falta de um camisa nove goleador. O treinador, no entanto, garante que isso não lhe preocupa.
“O Brasil fez sete gols nessas duas partidas nos Estados Unidos (contra os donos da casa e o México), tem feito gols aliás em todas as partidas. Uma equipe que marca sete gols é sinal de que o ataque está funcionando. Esse é o futebol moderno, no qual não é somente o centroavante quem marca gols. Todos tem que fazer”, argumentou Dunga.
Em pouco mais de um ano com o gaúcho no comando, o Brasil tem como artilheiro o meia Kaká, que marcou seis gols. Em segundo lugar está Robinho, que fez cinco. No entanto, Vagner Love e Afonso, os dois centroavantes que vem sendo convocados, têm apenas um tento cada.
Com isso, existe a pressão para a convocação de Alexandre Pato, que tem 18 anos e trocou o Internacional pelo Milan recentemente. Mas isso parece nem passar pela cabeça de Dunga.
“Não é questão de idade. É preciso ter tranqüilidade. É uma grande promessa, tem um grande talento, mas ele não jogou cinco partidas seguidas no Inter. É preciso valorizar a chegada à seleção. Não podemos chamar um jogador sem continuidade, sendo que outros já brigam pela posição há mais tempo. É necessário haver critério”, justificou.