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Futebol

Dunga não teme pressão, mas está ansioso para começar desafio

Arquivo Geral

13/08/2006 0h00

Assim como acontecera com o ex-volante Falcão em 1990, Dunga assume o posto de técnico da seleção brasileira sem experiências anteriores no cargo de treinador. A falta de lastro na profissão não parece suficientemente assustadora para intimidar o capitão canarinho na conquista do tetracampeonato mundial, mas a ansiedade pela estréia ficou clara no discurso do ex-volante momentos antes do embarque para Oslo, palco do amistoso diante da Noruega.

"Claro que dá uma ansiedade para que o jogo comece logo. Todo jogador tem ansiedade e eu vou ter como treinador também", admitiu o novo comandante canarinho, também assegurando estar preparado para as fortes pressões que o cargo mais importante e cobiçado do futebol brasileiro exercem sobre quem o detém.

"Sei que é difícil e que vai ter cobrança, mas o futebol me dá prazer e essa é a graça de aceitar novos desafios. Se eu estivesse seguro de tudo, a vida não teria mais graça", filosofou o treinador, enquanto distribuía dezenas de autógrafos e ouvia os torcedores desejando boa sorte em sua nova empreitada.

Questionado sobre a importância de um resultado positivo no amistoso da próxima quarta-feira para ter tranqüilidade em seu trabalho, Dunga foi cético: "Tudo no futebol é resultado e é claro que o planejamento é começar o trabalho com uma vitória. Será uma partida difícil, mas vamos lá para buscar um bom resultado", prometeu.

O discurso de Dunga ganhou eco nas palavras de Jorginho, seu assistente técnico: "É nosso início de trabalho e essa partida tem muita importância. Espero que possamos estrear com vitória e vencer um jogo que o Brasil ainda não conseguiu vencer", torceu o ex-lateral, lembrando que os pentacampeões nunca venceram a Noruega. Em três jogos disputados, empatou um e perdeu dois, o último válido pela Copa da França, em 1998 (2 a 1).

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