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Futebol

Dunga foge de polêmicas, mas provoca Joseph Blatter

Arquivo Geral

07/08/2007 0h00

O estilo durão continua, mas Dunga mostra que após o episódio envolvendo as dispensas do meia Kaká e do atacante Ronaldinho Gaúcho da disputa da Copa América, as polêmicas não fazem mais o seu estilo. Logo após anunciar a relação dos 22 convocados para o amistoso da seleção brasileira contra a Argélia no próximo dia 22, na França, o treinador preferiu fugir de alguns assuntos que tomaram conta do noticiário nos últimos dias.


 


O principal deles foram as acusações do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, de que alguns atletas abusaram da noite suíça durante a preparação para a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Político, Dunga evitou reclamações ao antecessor Carlos Alberto Parreira. “Não posso falar de algo que eu não participava, não estava vivendo o dia-a-dia. Seria antiético da minha parte tecer comentários sobre isso. Falar do passado não serve para nada”, definiu Dunga, mostrando que sob seu comando, as coisas são diferentes.


 


“Eu sei que eu cheguei aqui e implantei minha filosofia, dando liberdade para os jogadores, mas cobrando muita responsabilidade. Não tive nenhum problema até agora e espero que continue assim”, resumiu, mantendo o ar de disciplinador.


 


Mesmo com os incidentes levados a público pelo cartola, um dos protagonistas do episódio, o atacante Ronaldo, atualmente no Milan, não está totalmente descartado dos planos de Dunga. O treinador aponta que o Fenômeno pode sim voltar a ser convocado futuramente. “A gente tem que ter uma base, mas a seleção tem que se manter aberta. Nunca é um grupo definitivo. Todo jogador de qualidade tem chances de ser convocado. As portas não estão fechadas para ninguém. Se o jogador se destacar e tiver rendimento, poderá voltar”, resumiu.


 


O tom político só foi interrompido por Dunga quando teve de responder sobre as declarações do presidente da Fifa, Joseph Blatter, que em encontro velado com Teixeira teria reclamado da forma como o Brasil vem atuando. “Se nos últimos seis campeonatos, o Brasil ganhou cinco, é sinal que temos qualidade. Se o Blatter acha diferente, ele tem que vir aqui treinar o time, lidar com a pressão”, provocou.


 


Bastidores – Alguns boatos levantados pela imprensa carioca durante a manhã também foram respondidos pelo treinador, que desmentiu que haja um acordo para a convocação de Romário, realizando assim uma despedida oficial para o baixinho em jogo das Eliminatórias para a Copa do Mundo.


 


Dunga, contudo, voltou a comentar a possibilidade de dirigir a equipe olímpica, um desejo seu. “Eu estou fazendo o meu trabalho na seleção e vou falar com o presidente (Teixeira) em um momento mais oportuno. Mas minha prioridade é fazer apenas um trabalho na seleção, dar o meu melhor aqui”, ressaltou.


 


O treinador confirmou que aproveitará as duas datas Fifa disponíveis antes da estréia nas Eliminatórias contra a Colômbia, em Bogotá, e antecipou que a próxima convocação da seleção acontece no dia 23, logo após o amistoso contra a Argélia, ainda na França.

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