Menu
Futebol

Dualib fala sobre o depoimento que deu à PF

Arquivo Geral

19/10/2006 0h00

Um dia depois de depor na Polícia Federal sobre as ações da MSI no Brasil, o presidente Alberto Dualib concedeu uma entrevista à Folha de S. Paulo e negou que o russo Boris Berezovski, condenado por lavagem de dinheiro em seu país, e o israelense Pini Zahavi façam parte da alta cúpula da empresa. Segundo o cartola, apenas o georgiano Badri Patarksivilli é investidor da MSI.

“Disse (à polícia) que só o Badri é investidor. Falei que o Boris não quis investir e apresentou o Badri. O Pini é agente, só negocia jogadores. Está dando trabalho explicar o que disse. Se eles não entenderam, volto lá e corrijo”, afirmou Dualib.

O presidente corintiano disse que, se Badri também é acusado de lavagem de dinheiro, “quem tem que ver é o Banco Central” e ressaltou que não tem medo de ser preso: “O investigado não é o Corinthians, é a MSI. Fui convidado a depor”.

Dualib também foi questionado por que a cópia de seu passaporte estava com Berezovski. “Ele precisava do passaporte para tirar o visto para Israel. Para ficar sem nada, ele fez uma cópia e trouxe ao Brasil para devolver”, justificou.

Segundo o dirigente, “o foco dessa lambança é saber como foi a compra dos argentinos”. “Respondi que quem fez foi o Kia e nós assinamos com o aval do Veirano, o escritório de advocacia da MSI”, continuou.

Dualib também esclareceu porque decidiu assumir o comando do futebol alvinegro. “Assumi porque o Kia (Joorabchian) viajou havia quatro meses e não voltou. E eu estava levando pau. Fiz o que tinha de fazer, mas consultei o Kia antes de contratar o Leão”, contou.

O cartola revelou ainda o resultado de sua viagem de 32 dias pela Europa. “Discuti a parte financeira. Quando cheguei ao Brasil, paguei quatro milhões de direitos de imagem atrasados”, disse, garantindo que “o dinheiro passou pelo Banco Central”.

E além disso? “Acertei que a MSI vai mandar mais US$ 1,5 milhão por mês para cobrir o déficit mensal da folha de pagamento e mais US$ 7,5 milhões para cobrir uma diferença entre o câmbio que nós achávamos correto e o que eles queriam pagar. Esse dinheiro é referente aos US$ 20 milhões que eles tinham que dar de acordo com o contrato”, esclareceu.

Dualib acrescentou que a parceira corintiana enviará “mais US$ 7 milhões para algumas pendências”, que não seriam dívidas. “São pendências. O Corinthians não tem dívidas, tem compromissos para honrar”, disse. 

O caso Nilmar, de acordo com o presidente, ainda promete mais capítulos. “Devo ter de ir para a França para terminar isso. A parte do jogador, o Kia tem que resolver. Por isso que ele ainda não saiu da MSI, só ele conhece o acordo com o Nilmar”, afirmou.

Sobre a conversa que teve com os atletas em Jarinu, o dirigente resumiu: “Disse que eles vão escrever uma história linda tirando o time dessa situação”. Dualib afirmou ainda que confia na recuperação da equipe e que Leão segue prestigiado. “Já vivi situações piores e o Corinthians vai sair dessa. Ele (Leão) segue com carta-branca”, finalizou.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado