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Futebol

Dualib diz que deveria ser homenageado e ataca Andrés

Arquivo Geral

25/09/2008 0h00

Após entregar sua carta de renúncia ao conselho deliberativo do Corinthians nesta quinta-feira, o ex-presidente alvinegro Alberto Dualib criticou a atual administração do clube e defendeu seu legado no clube paulista. Para o ex-cartola, Andrés Sanchez poderia evitar os ataques que está recebendo e afirmou que ao invés de ser perseguido, ele deveria ser homenageado.


“Hoje o Corinthians está sendo administrado pela intimidação, por ameaças, não tem como se defender. O Andrés poderia evitar tudo que está acontecendo comigo, o presidente é soberano e tem força para isso”, declarou Dualib para depois explicar o motivo de sua saída do clube. “Esse negócio de ‘Fora Dualib’ virou indústria, por isso estou terminando com esse ciclo. O tempo é o senhor da razão”, filosofou à rádio Record.


Respondendo aos seus opositores, o ex-presidente corintiano se defendeu das acusações de corrupção e da parceria duvidosa com a MSI. Para Dualib, ele deveria ser homenageado.


“Em vez de ser perseguido, eu deveria ser homenageado. Não podem jogar as notas aí dizendo que houve roubo. Eu nunca soube disso, nunca participei, até porque há um departamento financeiro trabalhando nisso. Eu fiz um clube moderno e tenho esse fim melancólico. A responsabilidade não cabe a mim. Presidente não precisa ficar lendo todas as coisas”, reclamou.


Sua relação com a maior torcida organizada do clube, a Gaviões da Fiel, oscilou muito durante o seu mandato. No entanto, hoje em dia, Dualib nega qualquer contato com os torcedores. “Hoje não falaria com ninguém da Gaviões porque sei que eles iriam me agredir”, declarou.


Para finalizar, o ex-mandatário condena a queda do time para a Série B do Campeonato Brasileiro. “Eu não dou o perdão do time ter caído para a segunda divisão, isso nunca aconteceria na minha gestão, de forma alguma.”


Parceria com a MSI


Na entrevista, Dualibi também defendeu a polêmica parceria com a MSI e afirmou que não é só ele o culpado, pois o projeto foi aprovado pela maioria dos conselheiros.


“Dinheiro da MSI era lícito, é um dinheiro que saía de Londres e passava pelo Banco Central. Mas foi criado um clima assustando todos os investidores, deixando uma dívida de 60 milhões para o clube”, defendeu-se, para depois questionar. “Quando a parceria foi aprovada, entre 400 conselheiros, somente 17 foram contra. Hoje, a culpa é só do Dualib. Com esse número, será que só eu estou errado?”


Para completar, Dualibi afirmou que havia outros investidores além de Boris Berezovski e lembrou que a parceria ainda existe no papel.


“Tinha muita gente investindo na parceria. Os investidores eram anônimos. O Boris só pensava na questão do estádio. A parceria ainda existe no contrato e não sabemos o que vai acontecer, é uma rescisão que necessita da participação dos advogados”, finalizou.


 

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