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Futebol

Drama na visão de quem estava na Arena Joinville

Arquivo Geral

10/12/2013 8h00

Do outro lado de onde as organizadas de Atlético-PR e Vasco protagonizaram a confusão mais marcante do ano nas arquibancadas, torcedores assistiam de perto ao clima de muita tensão.

“A cena chocou muito a maioria dos torcedores, que xingou as torcidas organizadas, a polícia e todos os envolvidos”, recorda o atleticano Gustavo Santos da Silva, 19 anos, que esteve na goleada do Furacão por 5 x 1 sobre o cruz-maltino, domingo, na Arena Joinville (SC).

“Quando chegamos já dava para prever o que podia acontecer. As torcidas estavam separadas somente por uma corda”, afirma o jovem, que foi ao estádio acompanhado de outros três amigos. “Teve gente pulando dentro do gramado. Eles (vascaínos) estavam encurralados, pois do outro lado tinha uma grade mais difícil de ser quebrada.”

 

Desespero

Henrique Garcia teve de controlar sua tensão e a de sua namorada. “Foi uma lástima. As pessoas chutando a cabeça de uma pessoa. Minha namorada ficou bastante nervosa e estava chorando”, comenta o colega de Gustavo.

 

Mais próximo da confusão

Por alguns momentos, Henrique Garcia esteve preocupado com seu primo, Gabriel, que estava próximo à briga. Fã dos cantos da torcida, ele se posicionou ao lado da bateria da torcida organizada. “Foi muito do nada. De repente, depois do gol do Atlético, eu só vi a torcida do Vasco correndo e a briga. Fiquei parado porque tinha certeza que eles não iriam conseguir chegar onde eu estava”, conta o torcedor.
 
Além de preocupar seu primo Henrique, que também estava no estádio, Gabriel deu um susto em seus familiares. Eles sabiam que o jovem gosta de assistir aos jogos no estádio e próximo da bateria. “Minha mãe e meu irmão me ligaram na hora, mas eu não consegui atender. Quando vi,  mandei mensagem dizendo que estava tudo bem. Minha mãe quase teve um treco, disse que não queria que eu voltasse ao estádio.”
 
 
Traumático

O torcedor atleticano ratificou a barbaridade dentro da arena. “Eu nunca havia visto 20 pessoas contra uma. Fiquei preocupado com o que aconteceu. Em jogos como esse de campeonato, é preciso ter policiamento forte”, cobrou. (M.E.P.)

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