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Futebol

Douglas Costa contradiz Dunga e admite ordem para ”guardar posição”

Arquivo Geral

18/11/2015 8h45

O técnico Dunga voltou a dizer na entrevista coletiva concedida após a vitória da Seleção Brasileira por 3 a 0 contra o Peru, na Fonte Nova, que não passou nenhuma instrução para limitar a liberdade dos jogadores canarinhos nas três primeiras rodadas das Eliminatórias à Copa do Mundo de 2018. O discurso do treinador, no entanto, entrou em contradição com a abordagem do meia Douglas Costa para a disposição tática adotada na terça-feira. Ao comparar a atuação brasileira com a do Bayern de Munique – clube pelo qual joga -, o armador deixou escapar que havia uma ordem do treinador para os atletas “guardarem posição” nas partidas.

“Hoje a equipe jogou solta e foi a única vez em que vi a Seleção atuar como o Bayern. Havia três volantes, um tripé, sem a responsabilidade de guardar posição. Foi a forma de jogar do Bayern”, disse o destaque do Brasil na vitória sobre o Peru. O principal dilema relacionado ao posicionamento canarinho está relacionado à escalação do volante Elias no meio-campo. O jogador conta com liberdade para apoiar o ataque no Corinthians, mas vinha se limitando a apenas proteger a defesa com a camisa amarela. Contra o Peru, o atleta contou com mais liberdade e foi à frente em diversas ocasiões.

Dunga, inclusive, usou a boa apresentação de Elias para alfinetar os críticos de seu trabalho. “Cada jogo é um jogo. No terceiro gol, os dois laterais estavam na frente com os dois volantes. Depois os caras falam que [os jogadores] não têm liberdade”, contestou o treinador, antes de valorizar o jogo coletivo demonstrado pela Seleção. “Temos um equilíbrio de rendimento dentro da equipe. É isso que procuramos. A partir dessa condição que a individualidade vai se sobressair”, disse. “Só conseguiremos um coletivo forte com uma individualidade forte”.

Neymar – A atuação destaque de Douglas Costa teve ainda mais repercussão por conta da apatia demonstrada por Neymar em seu segundo jogo pela Seleção nas Eliminatórias. O atacante do Barcelona não conseguiu se livrar da marcação peruana, reclamou das faltas que sofreu no ataque e ficou diversas vezes impedido. Ao abordar a fase do camisa 10 no time nacional, Douglas Costa adotou tom evasivo. “Não houve um jogador mais importante. Todo mundo tem esse papel na Seleção, assim como o Neymar e o Willian”, limitou-se a dizer.

Em defesa do astro brasileiro, Dunga voltou a ressaltar a disposição de Neymar em abrir mão da individualidade para beneficiar os companheiros no ataque. “Quando alguém marca o Neymar sobra espaço para os outros. A bola sobrou [para os gols] porque o Neymar abriu espaço. A intenção é dar a ele maior liberdade de movimentação, mas necessitamos de mais tempo de treinamento para melhorar a infiltração e a troca de posição entre o Neymar e os outros. Ele fez um gol que o juiz anulou e teve boa participação. Foi bem coletivamente, em uma função que às vezes joga no Barcelona e aos poucos se adaptará na Seleção”, avaliou.

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