Doriva acertou contrato até o final de 2016 com o São Paulo e trouxe consigo um auxiliar, Eduardo de Souza, e um preparador físico, Anselmo Sbragia. Para buscar uma vaga na Taça Libertadores de América do ano que vem, seja pelo Brasileiro ou pelo título da Copa do Brasil, porém, ele conta com a ajuda de um nome presente há muito tempo no cotidiano tricolor: Rogério Ceni.
Os dois atuaram juntos pelo Tricolor no início dos anos 90, o novo técnico como volante titular de Telê Santana e o ainda goleiro como reserva de Zetti. A época é considerada pelo comandante como um grande marco na sua carreira, principalmente pela ajuda recebida de Telê. A gratidão com essa parte de sua vida é tão grande que ele resolveu dar o nome do treinador a uma fazenda da sua família, localizada no interior de São Paulo.
Saudoso ao lembrar dos momentos vividos como atleta, ele faz questão de apontar Ceni como um líder nato desde aquela época. “Mesmo quando ele era jovenzinho a gente via que era diferente. Um cara inteligente, articulado, que tem uma liderança natural”, avaliou o ex-meio-campista, confiante nos benefícios que tem a obter com a presença do arqueiro no atual elenco.
“Acho que o Rogério se transformou realmente no personagem do São Paulo, um cara que representa bastante o que é o clube. É um jogador com uma história linda, maravilhosa. Conto muito com a ajuda dele, sabemos que é um líder nato”, completou o comandante.
A influência de Ceni sobre os treinadores, por sinal, é algo já bastante corriqueiro no clube. Titular desde 1996, ele costuma conversar bastante com os chefes, algo apontado como “enriquecedor” por Juan Carlos Osorio, por exemplo. Ney Franco, porém, técnico entre 2012 e 2013, chegou a reclamar dos pitacos do capitão. “Quem escala o time e escolhe quem vai sair sou eu”, disse o ex-comandante.
Ele ficou incomodado com o pedido durante um empate por 0 a 0 com a LDU de Loja. Na ocasião, no Morumbi, o camisa 1 gesticulou com os braços e questionou se o meia Cícero não podia ser adiantado para a função de centroavante. Franco, que meses após sua saída apontou Ceni como o responsável por “fritá-lo” nos bastidores, preferiu colocar Willian José na posição.
Para evitar conflitos deste tipo, Doriva procurou deixar claro que o antigo parceiro de quarto na concentração será apenas mais uma de suas fontes. “Vou ouvir o que as pessoas têm a dizer, vou dialogar. Mas sou eu quem vai juntar tudo isso e decidir quem vai jogar”, concluiu.