O time titular da seleção brasileira que disputa a Copa das Confederações está na ponta da língua do torcedor. Há tempos, o brasileiro não sabia de cor e salteado os 11 titulares da equipes. Mas o conhecimento traz também à tona uma certa insatisfação com algumas das opções de Luiz Felipe Scolari.
A rejeição à escalação de Luiz Gustavo parece superada. Entretanto, a opção de Felipão por colocar Hulk desde o início e preterir Lucas está engasgada na mente da torcida tupiniquim. Alheio às cobranças, o treinador vai manter seus 11 iniciais na partida de hoje contra o México, às 16h, na Arena Castelão, em Fortaleza (CE).
Um padrão se repetiu nos três jogos da seleção no Brasil nas últimas semanas: vaias para Hulk e pedidos em alto e bom tom pela entrada de Lucas. A situação tensa que se desenha tenta ser diluída pela dupla. Ao Jornal de Brasília, ambos utilizaram um discurso ameno e de companheirismo.
O desconhecido e o xodó
De um lado, o paraibano tenta amenizar o panorama, colocando a “culpa” da perseguição a ele no fato de não ter construído sua carreira no futebol tupiniquim. “Eles (torcedores) não me conhecem, não sabem meu estilo de jogo, muitos nem sabem onde eu jogo. Eles vão passar a me conhecer através dos jogos”, aposta o atacante do Zenit St. Petersburg, da Rússia.
Do outro, Lucas se mostra envaidecido com tamanho apelo popular. No meio do discurso humilde, o atleta do Paris Saint-Germain admite o sonho de ficar com a posição de titular ainda nesta Copa das Confederações.
“Fico contente, me sinto acolhido pelo povo brasileiro. Não sabia que eu era tão conhecido assim em vários lugares do Brasil. Isso me motiva muito”, diz o jogador, em meio a um sorriso tímido. “No decorrer da competição, tudo pode acontecer. Eu tenho que estar preparado para quando a oportunidade aparecer, aproveitar. Ele (Felipão) tem que escolher 11, a gente tem que respeitar e continuar disputando nosso espaço”, reforça Lucas.
Só se o chefe reclamar
Costumeiramente vaiado, Hulk alega só se preocupar com a bronca de uma pessoa durante os jogos: Felipão. “Me incomoda se o Felipão gritar comigo ou achar que estou fazendo algo errado”, observa.