As férias diferenciadas de Carlitos Tevez depois do período da Copa do Mundo não tiveram a anuência do Corinthians. Bombardeada pela imprensa por não ter exigido o retorno de seu camisa dez junto com Mascherano e Ricardinho, outros jogadores que participaram do Mundial, a diretoria alvinegra resolveu contra-atacar e jogar nas mãos da MSI toda a responsabilidade pelas regalias do principal ídolo da torcida.
"O Corinthians foi surpreendido, não teve nenhuma participação na liberação do Tevez e nem conhecimento. O clube tomou conhecimento pelos órgãos de imprensa e, se fosse consultado, não estaria de acordo", discursou Flávio Adauto, recém-empossado como vice-presidente de Comunicações do Corinthians.
Para ele, a "culpa" pelo sumiço de Carlitos é apenas da parceira alvinegra e de seu presidente, o iraniano Kia Joorabchian, desafeto do presidente Alberto Dualib. "A responsabilidade é exclusiva do senhor Kia Joorabchian, que preside a parceria. O fato se avolumou e tem importância, pois não fazia parte do projeto a liberação do atleta", assegurou.
Jorge Kalil, vice-presidente do novo segmento e um dos primeiros defensores da parceria com a MSI, também tomou posição: "O objetivo é manter a parceria, mas nossa preocupação é que alguns tenham bônus e outros ônus, e nesse momento, quem está com injustamente com todo o ônus é o senhor Alberto Dualib".
Questionados se são ou não favoráveis a presença de Kia Joorabchian à frente da parceria, o trio, através de Flávio Adauto, foi direto: "Desde que ele cumpra com as obrigações, tudo bem. Se não cumprir, as medidas necessárias terão que ser tomadas para a manutenção do contrato".
Principal envolvido na polêmica, Carlitos Tevez passará impune por toda a confusão. "O Tevez não tem culpa de nada. Ele pediu (a folga) e deram. Como funcionário, compete pedir. Foi aceito. Não culpamos o Tevez, pois poderia lhe ser negado, como seria se o consultado fosse o Corinthians", repetiu. "Foi uma atitude de um doidivanas, que é o que ele (Kia) é".