O presidente da federação de futebol do Uzbequistão, Mirabror Usmanov, afirmou que a seleção local pode se transformar em uma potência do esporte.
O país vem se destacando pelos altos investimentos no esporte. Além da construção de um novo e moderno estádio no país, há clubes investindo pesado em contratações.
Recentemente, o Bunyodkor contratou o meia brasileiro Rivaldo. E nesta segunda, foi divulgado o acerto verbal com o técnico Zico.
Segundo a imprensa russa, a federação e o clube vão propor ao ex-jogador do Flamengo que acumule as funções de técnico do Bunyodkor e consultor da seleção.
Zico viaja hoje para o Uzbequistão, onde assinará o contrato com a nova equipe.
Também nesta segunda, Usmanov esteve na sede da Fifa, em Zurique, para um encontro com o suíço Joseph Blatter, presidente da entidade máxima do futebol.
Na reunião, o dirigente uzbeque conversou com Blatter sobre o desenvolvimento do futebol no país. O carro-chefe do projeto é a construção do complexo esportivo Tashkent Football Park, que deve estar pronto em outubro de 2009.
“Informei ao presidente da Fifa sobre as obras do novo estádio nacional e da construção do novo complexo esportivo Tashkent Football Park, que deve ser concluído em 2009”, disse.
“Todos estas medidas estão sendo tomadas para promover o futebol no país e garantir uma infra-estrutura de alto padrão. Uma liga profissional com 16 clubes foi iniciada em julho e confiamos que cada clube tenha um comportamento profissional”, completou ao site da Fifa.
A situação da seleção uzbeque nas Eliminatórias Asiáticas à Copa de 2010 é bastante complicada. Com duas derrotas em dois jogos, a equipe ocupa a lanterna no grupo 1, que também conta com Catar, Japão, Austrália e Barein. Usmanov admitiu que a vaga no Mundial está distante.
“Tenho ouvido muitas perguntas sobre isso recentemente. Apesar de perder para Catar e Austrália, ainda acho que temos alguma chance. Mas nosso principal objetivo no momento não é a classificação para a Copa. Precisamos ser realistas, não estamos em uma posição para sonhar com a vaga neste momento”, disse.
O dirigente afirmou que, de acordo com o projeto, o Uzbequistão será “uma força a ser reconhecida dentro de quatro ou cinco anos”.