Depois de acertar a contratação do técnico Caio Júnior antes mesmo de assumir oficialmente o cargo de diretor de futebol do Palmeiras, Gilberto Cipullo negou ter faltado ética em relação ao antigo treinador. Jair Picerni, que tinha contrato até dezembro de 2007, foi o último a saber que estava fora dos planos e saiu magoado do Parque Antártica.
“O Jair estava fora de São Paulo e não teve qualquer prejuízo. Foi uma dispensa amigável. Ele é uma pessoa muito competente, mas o Caio Júnior tem o perfil que nós queríamos para 2007”, disse o novo diretor de futebol.
O Palmeiras também aproveitou para dizer que não terá de pagar os salários de Jair Picerni até dezembro do ano que vem e nem gastou nada para demiti-lo. “O contrato dele não tinha multa rescisória e a situação entre o Caio Júnior e o Paraná também foi resolvida entre eles sem a nossa participação. Não houve nenhum ônus para o Palmeiras”, garantiu.
Curtindo as férias, Jair Picerni teve de engavetar o sonho de fazer um bom trabalho no Parque Antártica no ano que vem. “Fiquei envergonhado com o que aconteceu. Mesmo que tenha sido na segunda divisão, fui campeão pelo clube. Fui contratado porque fiz um bom trabalho. Sair desta forma magoa”, admitiu o treinador, que ainda não recebeu proposta de outros clubes para a próxima temporada.