O técnico do Grêmio, Celso Roth, deixou a sede da Polícia Federal em Porto Alegre, onde concedeu depoimento, por volta das 11h30. De lá foi para o Estádio Olímpico. O treinador deverá conceder entrevista ao fim da tarde.
O gremista foi ouvido pelo delegado Alexandre Isbarrola por cerca de 1h20. Roth é um dos investigados na Operação Ouro Verde, que apura evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A ação da Polícia Federal começou em março de 2007, quando 20 pessoas foram presas. O treinador é investigado por crimes contra o sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro e sonegação de impostos.
Segundo Isbarrola, cerca de 40 pessoas teriam feito algum tipo de negócio com uma financeira e é este o motivo da convocação de Roth. “Não só ele, como inúmeras outras pessoas que tiveram algum tipo de relação com o banco paralelo que foi investigado na Operação Ouro Verde agora são investigadas. Conforme inclusive havíamos falado ano passado, a previsão era de que se instaurasse em torno de mil inquéritos. E já existem em torno de 400 a 500 pessoas sendo investigadas porque tiveram relação por fazer algum tipo de operação que pode ou não ser irregular, é isso que estamos verificando”, explicou.
O vice de marketing do Grêmio, César Pacheco, é delegado aposentado da Policia Federal e foi chefe de imigração da entidade no Aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre. Ele reagiu com tranqüilidade em relação ao fato.
“Ele foi lá, na condição de ser ouvido. Prestando esclarecimentos à justiça. É uma fase inicial de um processo em andamento. É normal a pessoa ser chamada na justiça, em qualquer delas, do trabalho, federal, estadual ou ser ouvido na polícia. Isso é normal de qualquer cidadão. Ele não tem nada a esconder”, esclareceu. Pacheco acredita que o fato não mudará o ambiente no Olímpico.