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Futebol

Diretor do Santos justifica saída de Adílson com resultados ruins e pressão

Arquivo Geral

28/02/2011 18h41

A diretoria do Santos se manifestou publicamente nesta segunda-feira, em entrevista coletiva no CT Rei Pelé, sobre a demissão do técnico Adilson Batista. O diretor de futebol do clube, Pedro Luiz Nunes Conceição, foi o responsável por explicar os motivos que levaram a cúpula santista a optar pela saída de Adilson, em reunião realizada na noite deste domingo.

“Entendemos que no momento precisaríamos mexer. Lamentamos profundamente que isso tenha acontecido, mas a decisão foi tomada em função do profissional que é o Adilson. Ele é um homem sério, estudioso, workaholic (pessoa viciada em trabalho), que fornecia todas as informações necessárias aos jogadores. Só que percebemos, no que diz respeito ao desempenho, ele não estava mais nos satisfazendo pelo que a equipe vinha demonstrando dentro de campo”, disse Nunes Conceição.

Indagado se a pressão da torcida, que após o empate com o São Bernardo, sábado, na Vila Belmiro, chamou o técnico de “burro”, teria contribuído para a queda de Adilson Batista, o dirigente negou que tenha sido esse o fator preponderante para esse desfecho. No entanto, Pedro Luiz Nunes Conceição acredita que a reação dos torcedores, que vinham cobrando o treinador desde a derrota para o Corinthians, fez com que o Peixe analisasse melhor a situação.

“O futebol é muito dinâmico e não perdoa ninguém. O torcedor teve uma reação muito mal educada com ele no sábado. Foi uma situação constrangedora. Por isso, até mesmo para preservar o Adilson, julgamos melhor rever a nossa posição. Não temos certeza se tomamos a melhor decisão. Somente o tempo vai dizer se agimos certo. Mas, nesse momento, era o melhor a ser feito”, comentou.

Sobre o sucessor de Adilson Batista, o diretor deu poucas dicas com relação ao perfil de quem será o novo comandante do Santos, porém, descartou a contratação de Abel Braga, atualmente no Al Jazira (Emirados Árabes). Abel tem vínculo até maio com os árabes e, apesar de poder conseguir a sua liberação junto ao Al Jazira, o experiente técnico preferiu cumprir o contrato com o seu atual time, o que só possibilitaria a sua chegada ao clube em junho.

“Nós podemos confirmar que não houve contato com nenhum profissional antes de comunicarmos o Adilson da nossa decisão, até mesmo por uma questão ética. Depois que isso aconteceu, avisamos o Adilson com quem nós iríamos manter contato. O primeiro a ser procurado, ontem (domingo), foi o Abel Braga. Só que a vinda dele está completamente descartada. Apesar do contrato dele ir até maio, o problema não seria nem a questão financeira. Se fosse isso, era só pagar a multa ou ele certamente conseguiria uma liberação de graça. A questão foi moral. Pelo relacionamento que ele tem com o Al Jazira, ele prefere cumprir o seu compromisso até o final”, encerrou Pedro Luiz.

 

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