Considerado um dos melhores zagueiros do Brasil na fase áurea do São Caetano, Dininho chegou a ser cogitado para defender a seleção nacional, mas nunca teve chances e depois transferiu-se para o Japão, onde acabou um pouco esquecido. Resgatado ao futebol brasileiro pelo Palmeiras, o jogador chegou como grande nome da defesa em 2006, mas sofreu para se readaptar e acabou muito criticado antes de esquentar o banco de reservas para Edmílson durante boa parte do Paulistão.
Novamente titular desde a contusão do ex-jogador do Paraná, Dininho cresceu ao lado de David e tem feito boas partidas pelo Verdão, lembrando, ainda que de longe, o jogador que encantou o país pelo São Caetano. Questionado sobre o motivo da melhora, Dininho foi direto: o emocional. “Tivemos uma palestra motivacional há algum tempo e as palavras ficaram gravadas na minha cabeça. Para jogar no Palmeiras tem que pensar grande, sonhar alto. Sei que ainda não rendi tudo o que posso mostrar, mas estou no caminho certo”, apostou.
O bom momento de Dininho com a camisa verde convenceu Caio Júnior a deixar dois de seus “pupilos”, Edmílson e Gustavo, contratados por sua indicação, apenas como reservas, ou, às vezes, fora até do banco. “A idéia é crescer e continuar jogando sempre, pois a concorrência é grande e não posso vacilar”, finalizou.