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Futebol

Dinheiro ou resultado?

Arquivo Geral

08/10/2013 8h00

A briga travada entre Flamengo e o Consórcio Maracanã, que cuida do maior estádio carioca, teve como válvula de escape rubro-negra o mando de campo no Estádio Mané Garrincha, na  capital,  onde grande parte da população é flamenguista. Com acordos mais rentáveis, jogar em Brasília se tornou uma mina de dinheiro para o time da Gávea. 

 

O torcedor, que tem passado por testes de paciência com o limitado elenco do técnico Jayme de Almeida, tem motivos de sobra para querer o retorno de seu time ao habitat natural.  Levando em conta jogos no Mané e no Maraca, o aproveitamento do clube em terras cariocas é muito superior aos do estádio candango.

 

Em seis partidas no Maracanã, o Flamengo contabiliza quatro vitórias, um empate e uma derrota– um aproveitamento de 72,2%, inferior apenas ao do líder do Brasileirão, Cruzeiro (75,6%).

 

Na capital, o Rubro-negro disputou oito partidas, das quais obteve somente duas vitórias, cinco empates e uma derrota, o que corresponde a aproveitamento de 45,8%.

 

Momentos distintos

 

A frustrante passagem do Flamengo por Brasília ficou marcada pelos tropeços do time. Na lista está o empate contra o Coritiba, quando vencia por dois gols de diferença, um gol do goleiro Lauro no último minuto de jogo com a Portuguesa e também sua primeira derrota no estádio, contra o Grêmio.

 

Já a volta ao palco tradicional tem sido de grande efeito. No Maracanã, o Flamengo arrancou um empate com o Botafogo no último minuto, venceu o Fla-Flu e também se afastou da zona do rebaixamento na goleada sobre o Criciúma.

 

Desconforto em atuar no clima, de Brasília, estar longe de casa há bastante tempo, gramado ruim, entre outros motivos são apontados como fatores que podem diminuir o rendimento dos jogadores do Flamengo. E o número de gols marcados reflete isso. Em Brasília, balançou a rede oito vezes em oito partidas. No Maracanã, com dois jogos de diferença,  já marcou 14 vezes. 

 

É notório também a “frieza” da torcida candanga, que em determinados momentos, mesmo em maior número do que a adversária, não se parece em nada com a festeira e centenária torcida carioca, que tem empurrado o time.

 

Cinco vezes mais rentável

 

Em matéria de público e renda, Brasília ainda é disparado o local que está ajudando o Flamengo a sair do buraco. Com problemas financeiros de penhora, o Rubro-Negro tem conquistado um lucro quase cinco vezes superior do que já conseguiu no Rio de Janeiro. Na capital, o clube lucrou R$ 5.498.514,49, enquanto que no Maracanã o resultado final das finanças chega a R$ 1.502.941,37.

 

Até o momento, a partida que mais rendeu aos cofres do Flamengo foi a segunda no Mané Garrincha, quando colocou mais de 55 mil pessoas diante do Coritiba e lucrou R$ 1.163.981,59. 

 

Isso sem contar com a renda recorde do Brasileiro, no jogo válido pela primeira rodada contra o Santos, pois o mando de campo era do Peixe, quando estádio contou com 63 mil pagantes. 

 

A primeira partida contra o Vasco, na vitória por 1 x 0, aproximadamente 61 mil pessoas assitiram a partida. O Rubro-Negro, porém, dividiu os lucros com o arquirrival – houve um acordo entre os times. O mesmo que acontecera no empate do último domingo, mas ainda não divulgado pelo site da CBF.

 

As três próximas partidas do Flamengo estão marcadas para o Maracanã. Internacional, Botafogo e Bahia somaram sete pontos contra o Flamengo fora do Rio. Chegou a hora de apostar na torcida e deixar de lado o dinheiro?

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