A Copa do Mundo trouxe benefícios ao Distrito Federal que foram muito além do estádio padrão Fifa e da visibilidade que a deixou pelo mundo. De acordo com Relatório Cidades do Esporte – da ONG Atletas pelo Brasil -, Brasília é a cidade-sede com o maior número de profissionais de educação física por cidadão. São 233 habitantes por profissional.
A presidente do Conselho Regional de Educação Física do DF (Cref-DF), Cristina Calegaro, comemora o primeiro lugar alcançado pelos profissionais candangos.
“Isso vai de encontro com a desculpa que o Governo dá de não inserir a educação física no ensino regular de primeira a quarta série. Eles afirmam que não há profissionais suficientes para isto. A mentira foi contornada e os números estão aí”, dispara.
Dos 376,6 mil estudantes do DF, cerca de 9 mil têm atividades físicas ou esportivas optativas no horário complementar, dentro ou fora da escola.
Embora não seja uma cidade litorânea onde o mar e a areia acabam sendo um atrativo às práticas esportivas, Cristina acrescenta que os parques da cidade, o Lago Paranoá e o alto número de academias, são responsáveis pelos números.
“Nos últimos anos houve um crescimento muito grande no número de pessoas sedentárias. Isto nos preocupou muito, mas a cidade surpreende e isso é fruto da procura dos indivíduos por uma qualidade de vida melhor”, acredita.
Em Brasília, apenas 2% da população participa atualmente das atividades monitoradas. Além disso, o orçamento para o esporte na capital federal foi de 0,4% do total executado pelo governo.
O documento credita à cidade a maior expectativa de vida e atribui parte disso ao investimento do Governo na construção de ambientes comunitários. “Os dados sobre investimentos na construção de ciclorrotas e ciclo-faixas permanentes é expressivo e se materializa em mais de 300 quilômetros de vias que agora estão dedicadas permanentemente a esse meio de transporte”, diz o relatório.