Menu
Futebol

DF é quem mais tem educadores físicos entre as sedes da Copa

Arquivo Geral

20/12/2014 9h58

A Copa do Mundo trouxe benefícios ao Distrito Federal que foram muito além do estádio padrão Fifa e da visibilidade que a deixou pelo mundo. De acordo com Relatório Cidades do Esporte – da ONG Atletas pelo Brasil -, Brasília é a cidade-sede com o maior número de profissionais de educação física por cidadão. São 233 habitantes por profissional.

A presidente do Conselho Regional de Educação Física do DF (Cref-DF), Cristina Calegaro, comemora o primeiro lugar alcançado pelos profissionais candangos.

“Isso vai de encontro com a desculpa que o Governo dá de não inserir a educação física no ensino regular de primeira a quarta série. Eles afirmam que não há profissionais suficientes para isto. A mentira foi contornada e os números estão aí”, dispara.

Dos 376,6 mil estudantes do DF, cerca de 9 mil têm atividades físicas ou esportivas optativas no horário complementar, dentro ou fora da escola.

Embora não seja uma cidade litorânea onde o mar e a areia acabam sendo um atrativo às práticas esportivas, Cristina acrescenta que os parques da cidade, o Lago Paranoá e o alto número de academias, são responsáveis pelos números.

“Nos últimos anos houve um crescimento muito grande no número de pessoas sedentárias. Isto nos preocupou muito, mas a cidade surpreende e isso é fruto da procura dos indivíduos por uma qualidade de vida melhor”, acredita.

Em Brasília, apenas 2% da população participa atualmente das atividades monitoradas. Além disso, o orçamento para o esporte na capital federal foi de 0,4% do total executado pelo governo. 

O documento credita à cidade a maior expectativa de vida e atribui parte disso ao investimento do Governo na construção de ambientes comunitários. “Os dados sobre investimentos na construção de ciclorrotas e ciclo-faixas permanentes é expressivo e se materializa em mais de 300 quilômetros de vias que agora estão dedicadas permanentemente a esse meio de transporte”, diz o relatório.

Musculação tem novos adeptos
 
A busca por atividade física atinge a grande massa dos jovens, mas a presidente do Cref-DF, Cristina Calegaro, e professores da cidade atribuem a alta procura a um público um pouco mais seleto: os idosos. De acordo com o professor Dirceu Lôbo, de 37 anos, essa é uma situação a ser comemorada principalmente pela quebra de paradigmas. Atualmente, a musculação é uma das atividades mais procuradas pela terceira idade. 
 
“Antigamente a musculação era vista com maus olhos e as pessoas não percebiam o quanto isso pode fazer bem à saúde. A chegada da terceira idade em peso fez cair por terra essa teoria”, destaca.
 
Ele ainda acrescenta que a mídia foi um fator preponderante no esclarecimento das pessoas, principalmente para o público mais veterano.
 
Mais faculdades
 
O mercado é grande e as academias está aí para provar isto. É possível encontrar das mais variadas, desde as mais elitizadas, as mais humildes na periferia do DF.
 
Diante disto, as faculdades estão investindo mais recursos para formar profissionais mais capacitados. “A gente trabalha com a pessoa desde quando nasce até quando morre. O profissional está ali a todo o momento e em contato diário com a sociedade. A nossa preocupação mesmo é em regularizar esse pessoal todo que sai da faculdade em busca do mercado de trabalho”, diz Cristina Calegaro.
 
Saiba Mais
 
O documento foi lançado na Semana Internacional do Esporte pela Mudança Social 2014, no final da semana passada, em São Paulo (SP), e tem dados analisados de dez cidades. 
 
Foram elas: a capital paulista, Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Salvador (BA), Recife (PE), Natal (RN), Fortaleza (CE), Distrito Federal e Cuiabá (MT). Manaus (AM) e Rio de Janeiro (RJ) não validaram seus dados. Este foi o primeiro Relatório Cidades do Esporte

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado