Marcos, Paulo Baier, Nen, Alceu, Amaral, Francis e Enílton. Em um elenco que não prima pela quantidade, ter sete desfalques para uma partida seria motivo suficiente para arrancar os cabelos do treinador e de outros atletas, certo? Não no Palmeiras. Confiantes no potencial do grupo, os jogadores não estão esquentando a cabeça com os vários problemas que a equipe terá na partida desta quinta-feira diante do Santa Cruz, em Recife.
"Perdemos jogadores importantes no nosso time, mas temos atletas de alto nível e podemos mostrar que, juntos, formamos uma equipe forte", opinou o volante Roger Bernardo, que assumiu a titularidade no meio-campo alviverde na partida contra o São Caetano justamente após a contusão do volante Francis, ainda vetado pelo departamento médico.
O jogador também não viu problemas na nova formação do tripé defensivo de Tite, com o volante Marcinho Guerreiro improvisado, e nem na presença do meia Marcelo Costa na ala direita, substituindo os lesionados Paulo Baier e Amaral. "Conversei bastante com o Guerreiro e não vai haver problema. Se ele sair, um ficará sempre à frente da zaga", garantiu. Sobre Marcelo Costa, foi breve: "Ele é um jogador que tem bom passe e é um excelente articulador. Não vejo problema".
Marcinho, mais um que conseguiu a titularidade graças à contusão de um companheiro (Enílton), engrossou o coro puxado pelo volante e salientou a importância da manutenção de um grupo forte. "Os atletas que não são titulares estão sempre esperando uma oportunidade. Com cartões e contusões, elas sempre surgem, como no meu caso, e o grupo está preparado para isso", assegurou.
Para o camisa nove, a partida contra o Santa Cruz é mais uma chance para o grupo do Verdão provar que tem força suficiente para exorcizar de vez o fantasma da Série B, independentemente das improvisações que o treinador foi obrigado a fazer na equipe. "É hora de corresponder o que o Tite está esperando. Contra o Juventude, entrei de lateral-direito e o Tite gostou. Temos que estar preparados para jogar e dar sempre o nosso melhor, na nossa posição ou não", concluiu.