O Santos encerrou o ano com uma goleada acachapante em cima do Atlético-PR na tarde deste domingo pela última rodada do Campeonato Brasileiro. Porém, o assunto Copa do Brasil ainda é o principal tema entre os torcedores e até mesmo dentro do elenco alvinegro. Dorival Júnior busca explicações para uma atuação tão abaixo do que o time vinha apresentado, mas fica sem resposta para o revés diante do Palmeiras no Palestra Itália.
“Só quem jogou bola tem noção do que é e não sabe explicar. Eu senti com 1 minuto de jogo que o jogo seria completamente diferente do que foi na Vila. A bola sai dos nossos pés e de repente, com 15 segundos, o Palmeiras está tendo uma oportunidade de gol. Equilibramos um pouco a partida, mas foi muito pouco para aquilo que vínhamos jogando”, analisou, citando até “os Deus do futebol”, frase que ganhou fama pela boca de Mano Menezes.
“Estávamos sentindo alguma coisa anormal que estava acontecendo, mas não conseguimos a recuperação, que nos daria a condição real de lutar de igual para igual, como sempre fizemos, mas, de repente, naquela noite os Deuses estavam voltados para o time do Palmeiras e as coisas foram direcionadas a que a própria competição se definisse como acabou acontecendo, mesmo com a campanha maravilhosa que o Santos acabou fazendo”, lamentou.

O técnico santista também sabe que as críticas em cima de sua escolha em colocar apenas reservas na partida contra o Coritiba, quando o Peixe tinha a oportunidade de retomar sua posição no G4 do Campeonato Brasileiro, ainda não foram bem digeridas. Depois disso, o clube se complicou na tabela e também fracassou na tentativa de conquistar uma vaga na Libertadores do ano que vem via Brasileirão.
“Nós trouxemos a equipe titular até quando sentimos que não dava mais, que foi contra o Coritiba. Conversamos com a comissão, diretoria, ouvimos os jogadores. Não abrimos mão do campeonato. Contra o Coritiba, fomos a campo em busca do resultado, fomos até superiores, e, de repetene, você acaba perdendo a decisão da Copa do Brasil”, disse.
“Tudo foi feito pensando no melhor. Com a chegada (da fase final) das duas competições, era impossível que tivéssemos o mesmo rendimento. Muitas finais finais, muito próximo. Isso é um absurdo. Muito mal pensando. Acredito que o Santos sai de 2015 muito feliz com o desempenho”, completou.
E realmente quando teve de optar, o Santos decidiu priorizar a Copa do Brasil, afinal, a competição lhe renderia mais que vaga, e sim um título acompanhado de uma premiação de R$ 4 milhões. Porém, a queda nos pênaltis para o alviverde da Capital frustrou os planos e nitidamente ainda está entalada na garganta dos santistas.
“Se o Santos tivesse jogado dentro de uma normalidade, não tenho dúvidas que o Palmeiras encontraria muito mais dificuldades. Não aconteceu e Palmeiras tornou a situação favorável de crescer dentro da própria partida e, empurrados por 40 mil torcedores, é natural que tivessem competência para resolver o jogo. Não podemos tirar o mérito, mas o Santos não teve uma grande noite”, concluiu o técnico do Peixe.