O mais importante para o Tricolor é que a fase de “exílio”, em Caxias, rendeu ao clube nove pontos em três jogos, 100% de aproveitamento, a conquista da terceira posição e da chegada e permanência na zona da sonhada Copa Libertadores. Já o Paraná vem na descendente. Depois de ser apontado como uma das surpresas da competição, enfileirou derrotas que culminaram com a goleada sofrida para o Botafogo, por 4 a 0, caindo para a sexta posição na tabela, ainda sem somar pontos no returno da competição.
A importância da volta ao Olímpico pode ser medida pelo nível de segurança projetado para o confronto. Ainda sob as sombras dos atos de vandalismo registrados no Gre-Nal, a diretoria gremista, em parceria com a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e Brigada Militar, preparou um sistema especial para garantir que atos semelhantes aos do Beira-Rio não ocorram novamente, tendo em vista que terça-feira o STJD fará novo julgamento do clube pelos mesmos incidentes, o que pode acarretar em mais jogos longe do Olímpico.
Serão 56 agentes da EPTC e mais 500 policiais da Brigada que atuarão nas imediações do estádio. O Grêmio disponibilizará seguranças que trabalharão no pátio e dentro do estádio. A própria Brigada Militar garante que será rígida diante de qualquer ato de vandalismo. “Não seremos coniventes com baderneiros. Estaremos protegendo os torcedores de bem que vão ao estádio para torcer e não brigar”, declarou o coronel Alves, comandante do policiamento de Porto Alegre.
Em campo, os problemas de Mano Menezes se concentram no meio-campo, o setor da equipe apontado como responsável pelas belas atuações no segundo turno. O volante Jeovânio, suspenso, não joga. Lucas, que já cumpriu suspensão, deverá atuar na primeira função do meio. Assim, Tcheco pode ser recuado para a segunda, com Rafinha voltando à titularidade, sendo o encarregado de criar as jogadas ofensivas do Grêmio.
Na defesa, William, que não enfrentou o Cruzeiro devido a uma gripe, volta para atuar ao lado de Evaldo. O restante da equipe será a mesma que derrotou o Cruzeiro na despedida do Centenário dos 100%.
Já o Paraná Clube ainda tenta se recuperar da seqüência negativa de três derrotas, que derrubaram o time na tabela e a confiança dos jogadores. O técnico Caio Júnior não teve tempo de recolher os pedaços do time após a goleada sofrida diante do Botafogo, no Rio de Janeiro, e já partiu para um novo desafio fora de casa.
“Cada jogo destes últimos três teve uma história. O do São Paulo foi muito bom, o do Juventude foi muito ruim, e nessa partida os méritos são todos do Botafogo. Vamos reagir contra o Grêmio”, analisou Caio, ciente de que o time está com rendimento cada vez pior após disputar a liderança da competição com o São Paulo.
O treinador espera contar com o atacante Leonardo, que se recupera de lesão, ou mesmo com Cristiano, para formar o ataque do Tricolor da Vila. Certeza, por enquanto, é a suspensão de Bastista, que recebeu o terceiro cartão amarelo e deve ser substituído por Gérson ou Felipe Alves. O comandante paranista saiu de campo bastante irritado e espera outra postura dos atletas no Olímpico.
“Faltou vibração do grupo como um todo dentro de campo. Tem alguns atletas que não estão jogando o que podem, mas não vou expor ninguém, não trabalho dessa forma. Agora cabe trabalhar o emocional e conversar. Falta os jogadores se cobrarem mais entre si. Mesmo perdendo por 3 a 0, parecia que estava tudo bem. E não está tudo bem”, concluiu.