Menu
Futebol

Depois de três anos e muitas conquistas, Lugano vai embora do São Paulo

Arquivo Geral

17/08/2006 0h00

O uruguaio Diego Lugano se despediu do São Paulo na noite de hoje, um dia depois de ficar com o vice-campeonato da Copa Libertadores. Negociado com o Fenerbahçe, da Turquia, o zagueiro encerra um ciclo de três anos no Morumbi, que rendeu os títulos paulista, sul-americano e mundial de 2005, além da idolatria da torcida tricolor.

“Saio com um pouco de tristeza por deixar uma etapa importante da minha vida, um grupo de trabalho excelente e um clube que deu muito a mim e a minha família. Fica o orgulho de ter defendido essa camisa com dedicação e vai ser difícil encontrar uma identificação tão grande como essa com o São Paulo”, afirmou Lugano.

O jogador disse que “não tem preço que pague” o carinho e o respeito que recebeu durante sua passagem pelo Tricolor. “A gratidão é uma das virtudes do homem e eu sou muito agradecido ao São Paulo. Estou saindo de um lugar em que me sinto em casa, um ambiente de família”, continuou.

Ao lembrar que chegou ao Brasil “muito novo, desconhecido”, Lugano afirma deixar o Morumbi “de cabeça erguida” por ter composto uma equipe que soube honrar a camisa do Tricolor. “O torcedor sabe que é impossível ganhar sempre, mas quer ver os jogadores brigando, se entregando e honrando a camisa. Vivi momentos inesquecíveis aqui e vou guardar isso para o resto da vida. Ser profissional não impede que você tenha sentimentos”, comentou.

O zagueiro admite que a despedida ideal seria com o título da Libertadores, mas acredita que a perda do título não abala o prestígio do grupo. “É muito difícil chegar a duas finais consecutivas. Entendo que acostumamos mal a torcida com os títulos, mas futebol é assim. Esse elenco é vitorioso e fico orgulhoso de ter feito parte dele”, disse.

Ao assinar contrato com o Fernerbahçe, Lugano afirma que teve de deixar de lado o sentimento e pensar friamente. “Tive proposta para deixar o clube em julho do ano passado, mas quis ficar para disputar o Mundial. Foi uma decisão certa pelo lado profissional, mas agora chegou a hora de pensar na parte financeira. A vida de jogador é curta e zagueiro não tem tanto mercado”, declarou.

A passagem pelo Brasil, segundo o jogador de 25 anos, teve grande importância para o seu crescimento como atleta e como pessoa. “Evoluí muito porque é um futebol muito técnico e veloz. A pressão pela conquista de vitórias e títulos também amadurece bastante. Como homem aprendi a conviver com os brasileiros e, de certa forma, com o mundo”, destacou. 

Uma das lembranças que Lugano levará na bagagem é a camisa utilizada por Rogério Ceni no jogo contra o Internacional, ontem. “Ela tem de ser guardada como um tesouro porque daqui a 20, 30 anos ele vai ser lembrado como o maior jogador da história do São Paulo e um dos maiores goleiros do mundo. A influencia dele dentro de campo contagia todo mundo e a minha carreira profissional foi valorizada em grande parte graças a ele”, elogiou.

Apesar de acertar um vínculo de quatro anos com o clube turco, o zagueiro falou que uma volta ao Morumbi só depende do clube. “Lógico que desejo retornar um dia, mas o problema é que o São Paulo é muito grande e talvez não precise dos meus serviços no futuro”, afirmou.

Sobre uma possível negociação com um rival, Lugano foi político. “Hoje é impossível falar nisso. Profissional nunca pode fechar as portas, pois o mundo do futebol dá muitas voltas. Mas, sem dúvida, seria muito difícil. Hoje nem me passa pela cabeça essa questão”, disse.

Lugano embarca amanhã para a Turquia com o filho Nicolas e a esposa, que está grávida de seis meses e meio. “O bebê vai nascer lá mesmo. Vai se chamar Thiago, mas na Turquia vão chamá-lo de Rustus”, brincou.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado