Petronilo Oliveira
petronilo.oliveira@jornaldebrasilia.com.br
A famosa frase de que o futebol é um esporte dinâmico deu mais uma prova de sua veracidade. Em 2011, Reinaldo Gueldini era o técnico do Brasiliense, mas justamente antes da final contra o Gama. No seu lugar, entrou Marcos Soares, que era o auxiliar do rodado treinador. Desta vez, os papéis se inverteram. Gueldini foi contratado pelo Sobradinho justamente no lugar de Marcos Soares, demitido há pouco.
“Não tenho nada contra o Gueldini. Que tenha sorte no Sobradinho. Só fiquei chateado com a forma que fui demitido. Eu tinha uma proposta, mas a diretoria disse que eu ficaria até o final. Mas não foi o que aconteceu. Não sou amigo do Gueldini, mas não tenho problema com ele”, avisa Soares.
Reinaldo Gueldini foi o responsável por colocar o Sobradinho na elite local no ano passado. Depois não permaneceu por problemas de saúde e também disse que não trabalharia com ‘alguns jogadores vagabundos’ que lá estavam. “Todos eles saíram há muito tempo. Tenho palavra”, avisa.
Além de reforçar a equipe, Gueldini percebeu um elenco bem abatido no treino de ontem na Agepol. “Eles vêm de duas derrotas, duas pauladas. Então terei de elevar o astral da moçada. O grupo é bom, recebe em dia, a estrutura pode melhorar, mas é boa. Então, os caras precisam se doar mais”, disparou o comandante. O Leão da Serra vem de duas derrotas seguidas (3 x 2 para o Brazlândia), e (4 x 2 diante do Gama).
Junto com Gueldini, chegaram mais quatro reforços. Assim como o treinador, o quarteto estava no Sudão representando a Seleção do DF. “Muitos jornalistas meteram o pau na campanha (três empates). Mas eu fiz o que podia. E os caras foram bem. Deram o máximo. Tanto que vários estão empregados. Trouxemos o Jonhes (atacante), Daniel (zagueiro), Victor (lateral-esquerdo), e o Diogo (meia). Tentamos pegar o Pedro Ayub e o Melo. Mas pelo que soube eles foram para o Gama”, avisa Gueldini.
O treinador, entretanto, prefere não falar as posições mais carentes da agremiação: “Se eu falar, os jogadores da posição podem se sentir desprestigiados”.