O departamento de futebol do Fluminense decidiu que os jogadores profissionais voltarão a trabalhar nas Laranjeiras a partir de 3 de outubro, véspera do clássico contra o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro. Há mais de um mês o elenco tricolor vinha trabalhando no CFZ, clube de futebol do ex-jogador Zico, que tinha cedido ao Flu parte de sua estrutura até o fim do ano.
A informação foi confirmada por Mário Bittencourt, gestor do futebol do Flu. Segundo o dirigente, o espaço em que o elenco vinha trabalhando no CFZ é inferior ao que os jogadores terão retornando aos trabalhos na sede das Laranjeiras.
“A gente retorna em outubro para as Laranjeiras, que é a nossa casa. As Laranjeiras não tem a melhor estrutura do mundo, precisamos de um centro de treinamento, mas a gente não poderia continuar no CFZ, pois o pedaço que tivemos a nossa disposição era menor do que nas Laranjeiras. Somos muito gratos ao CFZ, que sempre cumpriu o combinado, mas neste cenário, é melhor voltar para a nossa casa”, apontou Mário Bittencourt, em entrevista à Rádio Brasil.
Vários presidentes do Fluminense já tentaram tirar o departamento de futebol das Laranjeiras, visto que a sede é considerada imprópria para receber os atletas profissionais do clube.
Apesar de ter acatado a decisão do departamento de futebol do clube, o próprio presidente Roberto Horcades chegou a dar a entender, antes de a medida ser sacramentada, que era contrário à volta do futebol para as Laranjeiras, mas que não iria interferir.
“Eu ouço há mais de vinte anos todos os treinadores e coordenadores que passaram pelo clube falarem que o futebol tinha que sair das Laranjeiras. Nós tivemos a coragem de fazer isso. Mas se a decisão de voltar para as Laranjeiras for tomada pelo departamento de futebol, vamos acatar provisoriamente. Mas tenho certeza de que os verdadeiros tricolores querem a saída do futebol das Laranjeiras, que deve se tornar apenas uma sede social”, defendeu Horcades.
Nos últimos meses as Laranjeiras viraram palco de protestos por parte de torcedores, que chegaram a invadir o gramado no primeiro turno do Campeonato Brasileiro, em um episódio que culminou com disparos de tiros, agressão ao volante Diguinho e afastamento do goleiro Fernando Henrique, que criticou publicamente a falta de segurança do clube.
Na ocasião a torcida reclamava de uma goleada de 4 a 1 sofrida para o Santos, no Maracanã, e da eliminação para o Corinthians da Copa do Brasil.
Antes de decidir pela volta para as Laranjeiras, dirigentes do clube se reuniram com membros das principais organizadas do clube, como Young Flu, Força Flu, Garra Tricolor, Jovem Flu, Flu Mulher, Fiel Tricolor e Flunitor, pedindo que o elenco tivesse tranquilidade para poder trabalhar.