Sem dar trela para a imprensa, Marco Polo Del Nero se absteve de comentar suas viagens nesta quinta, durante a reunião em que Dunga anunciou os convocados para os dois primeiros jogos das Eliminatórias. O presidente não confirmou sua ida à capital chilena para a estreia da Seleção Brasileira na competição, diante dos atuais campeões da Copa América, fora de casa.
Perguntado sobre a possibilidade de não ir ao Chile, assim como não foi ao sorteio das Eliminatórias, em São Petersburgo, Del Nero se esquivou. “Nós estamos tratando aqui da convocação da Seleção Brasileira. No momento oportuno, falarei sobre esse assunto. Neste instante, não tenho nenhuma resposta a dar. Peço a vocês que sigam sobre o tema”, disse aos jornalistas de maneira econômica.
Desde a deflagração do escândalo de corrupção envolvendo a Fifa e dirigentes ligados a outras entidades do futebol mundial, como José Maria Marin, ex-presidente da CBF, Del Nero não viajou mais para compromissos fora do País. Tal como Joseph Blatter, que se ausentou da premiação tanto do Mundial sub-20 quanto da Copa do Mundo feminina, Del Nero também não compareceu ao congresso executivo da Fifa nem ao sorteio das Eliminatórias.
Depois de, no início da semana, a procuradora-geral Loretta Lynch afirmar que novas prisões e investigações em entidades podem ser feitas no caso de corrupção envolvendo a Fifa, Del Nero admitiu, por meio de nota oficial divulgada no site da CBF na última quarta, que seguirá cumprindo seu mandato presidencial até o fim, em 2019.
“O presidente Marco Polo Del Nero esclarece que jamais cogitou ou externou a quem quer que seja a possibilidade de se licenciar do exercício da presidência da Confederação Brasileira de Futebol. O dirigente reitera que cumprirá integralmente o mandato de quatro anos para o qual foi democraticamente eleito por federações e clubes”, disse a nota.