O que era um evento para promover o amistoso entre Espanha e Alemanha, que vai acontecer na próxima terça-feira, acabou se transformando em uma chance para o técnico Vicente Del Bosque esclarecer a situação do atacante Diego Costa com a seleção espanhola. Fora da forma física ideal, o jogador teve suas competências ressaltadas por Del Bosque, que alegou o ter deixado de fora da lista por precaução, no intuito de evitar possíveis lesões.
De fora da lista que foi ao Brasil, Diego passou a ser pedida recorrente da torcida e até chegou a ser convocado para alguns amistosos, mas ficou de fora das últimas relações por conta das lesões que vem enfrentando no Chelsea. “Seguramente, alguns pensaram que o fato de não termos convocado ele foi questão de soberba, mas somos pessoas do futebol e conhecemos plenamente a situação de Diego. Ele jogou muito bem contra o Liverpool, mas convoca-lo para mais duas partidas seria contraproducente para sua saúde, por isso preferimos deixa-lo fora”, comentou.
Apesar de elogiar a atuação do hispano-brasileiro no clássico contra o Liverpool, no domingo, Del Bosque admite que o fato de não o ter convocado abre espaço para novos nomes, dando ênfase a renovação da seleção, uma das prerrogativas para sua permanência no comando do time. “Ele jogou quase toda a partida e esteve muito bem, mas essas lesões no púbis muitas vezes são crônicas e comprometem. O fato de ele não ter sido convocado abre portas para novos jogadores que podem ser tão bons quanto ele, enriquecendo ainda mais o elenco da seleção”, ponderou o comandante.
Assim como o atacante, que foi destaque da Roja nos últimos amistosos, o meia Fabregas terá de ficar de fora do duelo entre as duas últimas campeãs mundiais, isso porque o atleta – companheiro de Diego Costa no Chelsea – também enfrenta problemas físicos. “Nós queremos que Fabregas seja avaliado pela comissão médica, não temos o costume de substitui-lo. Não é falta de confiança no jogador ou nos médicos do Chelsea, nada disso… Mas queremos que ele tenha mais esclarecimentos sobre a lesão. Confiamos plenamente no Fabregas, que tem 95 jogos pela e Espanha e com certeza que chegar a marca de 100”, esclareceu.
Após perder o posto de referência futebolística para a Alemanha, que levou o tetracampeonato no Brasil e parece ter importado o “tick-tacka”, a Espanha aposta na renovação, que segundo Del Bosque nunca deixou de acontecer, para voltar a ser figura dominante no cenário mundial. “A renovação tem sido uma constante desde que chegamos aqui, há sete anos. Agora tem sido mais intensa, não só porque perdemos, mas porque é a lei da vida. Sempre produzimos novos jogadores para substituir os que saem. Foi assim em 2008, com Piqué, Alba e Busquets. Agora esperamos que venham novos nomes”, projetou.