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Futebol

De virada, São Paulo vence Náutico em jogo de quatro expulsões

Arquivo Geral

01/10/2009 0h00

O fã de futebol que pagou ingresso para assistir o jogo nos Aflitos, ou acompanhou tudo pela televisão, ficou satisfeito. O duelo entre Náutico e São Paulo foi rico em chances de gol, com duas equipes dispostas a tudo para sair com a vitória. No fim, de virada, o triunfo ficou com os comandados de Ricardo Gomes. Bateram o Timbu em Recife por 2 x 1, e conseguiram três pontos preciosos para não perder o título do Brasileirão de vista.


Com a vitória, o Tricolor paulista assumiu a vice-liderança do campeonato com 48 pontos, dois a menos que o líder Palmeiras. Numa realidade completamente diferente e mais ingrata, o Náutico estacionou nos 26 pontos, numa seca de cinco jogos sem conhecer a vitória, e olhando a zona de rebaixamento de muito perto.


Logo no primeiro lance de ataque, a primeira emoção para a torcida da casa. O ex-Brasiliense Patrick fez jogada de velocidade até chegar na área, onde só parou por conta da falta de Júnior César. Amarelo para o sãopaulino, pênalti a favor dos alvirrubros. Um gol assim cedo seria um começo com pé direito. O mesmo pé que Bruno Mineiro usou para cobrar quase no meio do gol, facilitando para o ex-Sport Bosco.


Mas o atacante do Náutico não se deixou abater pela chance dourada que desperdiçou.
Se redimiu do pênalti perdido estando na hora certa e no lugar certo. Aproveitando cabeceio de Márcio, ele chuta na pequena área. Bosco ainda defende, mas ele pega o rebote e empurra pras redes, aos 12 minutos da etapa inicial.


Eis que o time de Geninho passou a priorizar a marcação no meio-de-campo, fazendo os armadores do São Paulo errarem muitos passes. Não a toa, a única chance de gol do Tricolor paulista aconteceu aos 28 minutos, em linda jogada de Jorge Wagner, fazendo lençol em Derley, mas finalizando para fora. Como se já não estivesse difícil o suficiente, ainda perderam Júnior César, que tomou o segundo amarelo por reclamação.


Na volta dos vestiários, os anfitriões atacaram bastante para aproveitar a vantagem de um homem a mais. Contudo, passaram a marcar mais próximos da área, chamando o atual campeão brasileiro para o ataque. O castigo por conta desse recuo veio num tiro livre de Hernanes, torcedor do Santa Cruz. Ele chuta forte na entrada da área, a bola desvia em Vagner e engana Gledson.


Este empate foi o estopim de 30 minutos repletos de futebol ofensivo. Bruno Mineiro, Carlinhos Bala e Mariano Torres pelo Náutico. Jean, Borges e principalmente Hugo, pelo São Paulo. Todos tiveram incríveis oportunidades para passar a frente no placar, e em lances seguidos numa partida franca e emocionante, graças também as expulsões de Richarlyson e Cláudio Luiz.


Já se aproximava o apito final, quando enfim a bola decidiu entrar para aquele que mais se esforçou para estufar as redes. Hugo entrou no segundo tempo determinado a se tornar herói. Não conseguiu num chute cruzado que foi desviado pela zaga aos 42 minutos. Mas aos 43, ele recebeu de Oscar sem marcação e encheu o pé esquerdo para arrematar sem dar chances para Gledson.


Antes do fim, Michel, do Náutico, após carrinho violento, também recebeu cartão vermelho. Apenas uma última tristeza para os pernambucanos, cada vez mais complicados na missão de permanecer na elite do futebol brasileiro.

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