Vicente Melo
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Promessa feita, promessa cumprida. Luiz Felipe Scolari disse que mudaria algumas coisas na seleção brasileira e, de fato, promoveu alterações. As táticas, ainda saberemos quando a equipe enfrentar a Itália, no dia 21, e a Rússia, quatro dias depois, mas pelo menos na questão dos convocados para estes amistosos, foi possível ver que o treinador ainda está em busca do grupo que ele considerada ideal para a disputa da Copa das Confederações.
Uma prova disso é que Felipão convocou nove atletas que não estiveram na derrota por 2 x 1 para a Inglaterra, no mês passado – a “exceção” é Hernanes, que não atuou em Londres por ter sido cortado por conta de uma lesão. E nada menos que sete atletas do grupo anterior foram preteridos nesta oportunidade.
E o principal deles foi Ronaldinho Gaúcho. Mesmo com belas atuações na Libertadores, o camisa 10 do Atlético-MG ficou fora da lista. Seu substituto será Kaká, ainda recuperando seu melhor futebol no Real Madrid. Segundo o comandante, para dar igualdade de condições aos concorrentes.
“Kaká está sendo convocado dentro da igualdade que eu vou dar a todos os jogadores. Todos vão ter um, dois jogos no mínimo, nas mesmas posições e depois eu escolho”, afirmou, em entrevista coletiva após o anúncio da lista.
Retornos e surpresa
Entre os nove “novatos”, há espaço para veteranos e garotos. Titulares absolutos com Mano Menezes, Thiago Silva e Marcelo, recuperados de lesão, retornam à equipe. Dedé e Luiz Gustavo também ganharam nova oportunidade no escrete canarinho.
A principal novidade da lista divulgada ontem foi o atacante Diego Costa, do Atlético de Madrid.
Um ilustre desconhecido
Ao ver a relação de convocados para os amistosos da seleção brasileira contra a Itália, em 21 deste mês, e contra a Rússia, quatro dias depois, muitos torcedores tiveram um questionamento comum: quem é esse tal Diego Costa convocado por Luiz Felipe Scolari?
Diego Costa teve uma trajetória comum a vários jovens atletas brasileiros. Nascido em Lagarto, interior de Sergipe, ele foi para a Europa aos 17 anos em busca do sonho de se tornar um jogador profissional. A primeira experiência no Velho Continente foi no Braga, de Portugal. No mesmo país, ainda foi emprestado para o Penafiel.
Em 2007, foi negociado com o Atlético de Madrid, que o emprestou para uma série de clubes pequenos locais para que adquirisse experiência. A temporada 2012/13 é a primeira em que ele é utilizado com regularidade na equipe colchonera. E o desempenho tem sido bastante satisfatório.
“Sombra” do artilheiro Falcao Garcia, Diego Costa já atuou em 32 jogos na temporada e anotou 13 gols. Sete deles foram na Copa do Rei da Espanha.
“Não sei nem o que dizer. É um sonho que carreguei a vida toda e agora se torna realidade. Ainda não acredito. Estou muito feliz. Estou nas nuvens”, disse o atacante ao site oficial do Atlético de Madrid.
Motivação?
Coincidência ou não, o chamado para a seleção brasileira vem uma semana depois de o técnico da Espanha, Vicente Del Bosque, cogitar a naturalização de Diego Costa. Desde 2007 no país ibérico, o jogador já pode requisitar cidadania espanhola, o que o deixaria apto a defender a Fúria caso fosse chamado.
No fim de 2011, o volante Luiz Gustavo viveu situação semelhante. Ele era especulado para defender a seleção da Alemanha, mas aceitou a convocação do então técnico Mano Menezes para jogar pelo escrete canarinho. (V.M.)