Haland Guilarde
Especial para o Jornal de Brasília
A Copa São Paulo de Futebol Júnior é conhecida por revelar craques para o Brasil e o mundo. Nem só de estrelas, porém, vive o maior campeonato de aspirantes à categoria profissional do País. Uma verdadeira seleção de nomes curiosos e, muitas vezes, impronunciáveis, pode ser encontrada nos campos do torneio.
De Manoerbson, do Sete de Setembro-AL, a Rully Gullyt, do Babaçu-MA e até mesmo Bezelhus, do Iatabaiana-SE. A Copinha mostra que, além de talento dentro de campo, os jogadores trazem a criatividade do berço, ou melhor, de dentro de casa.
A lista conta ainda com atletas difíceis de se livrar da marcação, como o Chiclete, que defendeu o ABC-RN, ou então o Sabonete, do São Raimundo-RR. DNA de craque e estrela tem de sobra: o Roberto Baggio atua pelo São Bernardo e o Michael Platiny pelo Murici-AL, enquanto o James Dean tenta a carreira no tradicional Sport, da capital pernambucana.
Animais também invadiram o torneio. A fauna da Copinha inclui Tucano, Bufallo, Garça, Coruja e até Jacaré. Ganso, que hoje defende o São Paulo, fez seu nome com a camisa do Santos na competição juniores.
Os jogadores – em sua grande maioria – que participam do torneio chegam aos locais dos jogos sempre com muita pressão em busca da realização do sonho de se tornar grandes ídolos. Os nomes e codinomes, portanto, fazem a graça dos torcedores e acabam facilitando a fama, ainda que breve, de vários atletas.
Proibição
Mesmo com as curiosas ideias de nomes e apelidos para os atletas, um time decidiu banir de seu elenco os nomes e apelidos um tanto quanto diferente. A diretoria do São Paulo aboliu alcunhas como Foguete, por Wellington Cabral. Pelo menos até ele subir ao profissional e ter sua independência