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Futebol

Dagol desabafa e diz estar pronto para jogar

Arquivo Geral

24/10/2006 0h00

Depois de saber da decisão da Vara do Trabalho de Curitiba, que deu ganho de causa para o Atlético Paranaense no processo em que movia contra o clube, o atacante Dagoberto desabafou. Em entrevista ao jornal Tribuna do Paraná,o jogador, surpreso com a decisão, garante que está pronto para voltar aos gramados, mas deixou bem claro sua mágoa com o Furacão.

“Sempre estive pronto. Estou recuperado há muito tempo, mas me impediram de jogar por questões do presidente Petraglia. Acatei, como acatei todas as coisas, e sempre trabalhei. Ninguém pode falar nada de mim. Se tive os problemas que tive, foi defendendo o Atlético. Foi dando carrinho, voltando para ajudar. Infelizmente, a valorização que tive foi essa”, desabafou.

Dagol acredita que até poderá voltar a ser escalado e que sempre se dedicou ao clube. Porém, nas entrelinhas, parece não garantir mais a mesma vontade em campo. “Tenho contrato, sou empregado e estou fazendo o que me pedem. Não tem nada o que reclamar de mim lá dentro. Sempre deixei bem claro que quero jogar. Quem sabe agora, eles ganhando, me coloquem para jogar. Não sei”, afirmou.

A situação entre as duas partes parece ter ficado insustentável, mas o atacante só poderá deixar o clube com uma multa rescisória menor a partir de março de 2007. Além disso, a decisão da Justiça deixa em aberto a possibilidade de prorrogação de contrato a cada contusão de Dagoberto, já que os 250 dias pedidos pelo Atlético-PR se referem ao tempo que ficou parado se recuperando de uma grave lesão no joelho.

“Se machucar o tornozelo e ficar 13 dias parado, vou ter que renovar com o clube. O juiz abriu isso. Agora, você vai ter que pensar duas vezes antes de ir em uma jogada, para não se machucar e ter que renovar depois. Isso são coisas que acontecem. Machucar é a coisa mais normal que tem. É um jogo de contato. Agora penso: será que meu contrato vai acabar mesmo em março de 2008?”, finalizou Dagoberto, indagando sobre o precedente aberto pelo juiz.

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