Se você é torcedor do Cruzeiro e gosta de uma boa estatística, aí vai uma notícia que pode deixá-lo bastante animado. O retrospecto do Brasileirão aponta que, com a conquista simbólica do primeiro turno, a Raposa garantiu ao menos o vice-campeonato deste ano – desde 2006, quando a Série A passou a ter 20 clubes, o time que estava à frente após 19 rodadas terminou entre os dois primeiros. Em quatro oportunidades, o primeiro colocado ergueu a taça de campeão.
As exceções à “quase regra” ficaram por conta do Grêmio (2008), quando o São Paulo se tornou hexacampeão, Internacional (2009), também no hexa do Flamengo, e o Atlético-MG no ano passado – deixou escapar o segundo título nacional para o tetra do Fluminense.
Galo e o tricolor gaúcho carregam uma interessante coincidência. Os dois foram os que mais fizeram pontos a essa altura do campeonato. Ao final da 19ª rodada, eles pontuaram 43 e 41, respectivamente, mas a campanha não foi mantida e ambos os clubes acabaram como vice nas edições. São Paulo, por duas vezes (2006 e 2007), Fluminense (2010) e Corinthians (2011) mantiveram o nível durante toda a competição nos anos anteriores.
Na média
A média de pontos do campeão do primeiro turno desde que composto por 20 clubes é de 39,1%. Com 40 pontos até agora, o Cruzeiro se iguala ao campeão São Paulo de 2007. Mais um motivo para o torcedor acreditar que seu clube poderá levantar a segunda taça da competição nacional.
Manter o nível até o final tem uma motivação maior para o Cruzeiro. Há 10 anos, o clube conquistou a inédita tríplice coroa, com Mineiro, Copa do Brasil e Brasileirão.
Surpresas podem acontecer
Ao longo desses sete anos de pontos corridos e 20 clubes, o Campeonato Brasileiro vem desmitificando a história de que o futebol é uma caixinha de surpresas. Com campeões cada vez mais óbvios já no meio do certame, poucos clubes conseguem arrancadas ao título. As duas mais impactantes foram de São Paulo e Flamengo, em 2008 e 2009.
No ano do terceiro título consecutivo do tricolor, o time paulista já estava no G-4. O grande feito da equipe comandada por Muricy Ramalho, porém, foi a diferença tirada do então líder Grêmio, oito. Durante o segundo turno, o São Paulo foi tirando a diferença e acabou terminando com três pontos de frente para o rival gaúcho.
Arrancada expressiva
No ano seguinte, não se ousava apontar o Flamengo como postulante ao título. Na sétima posição após a 19ª rodada, o Rubro-Negro foi o campeão mais mal colocado no fim do primeiro turno.
Mas, assim como o São Paulo no ano anterior, a diferença entre Flamengo e o líder da época, o Internacional, era de oito pontos.
Adriano, Petkovic e Andrade foram fundamentais para que o clube pudesse galgar as sete posições. A diferença de dois pontos é a menor até hoje, mas não única. Fluminense e Corinthians repitiram a margem.