Um dia depois de completar 42 anos, o técnico da Seleção de Portugal, Paulo Bento, ganhou um grande presente de seus jogadores, mais precisamente de Cristiano Ronaldo. O astro do Real Madrid fez o gol da vitória por 1 a 0 sobre a República Tcheca e classificou Portugal à semifinal da Eurocopa.
Primeira seleção já garantida na próxima fase, o time de Paulo Bento, que se classificou como segundo do Grupo B atrás da Alemanha, encara o vencedor do duelo entre Espanha e França, marcado para este sábado (23).
Já os jogadores da República Tcheca, que prometeram não fazer a barba após a classificação heroica como primeiro lugar do Grupo A, poderão tirar os pêlos do rosto a partir desta quinta-feira (21). Eles até estiveram bem durante o primeiro tempo em Varsóvia, mas não resistiram ao poderio ofensivo dos portugueses.
Muito criticado após as chances perdidas na vitória por 3 a 2 sobre a Dinamarca, na segunda rodada da fase de grupo, o herói do jogo foi o atacante Cristiano Ronaldo. Ele já havia calado seus críticos no final de semana, quando marcou duas vezes diante da Holanda e agora foi novamente fundamental para a seleção sair vitoriosa. Candidato ao Bola de Ouro da Fifa, ele é um dos artilheiros da Eurocopa com três gols.
O jogo – O primeiro embate de quartas de final da Eurocopa 2012 começou fraco. Sem criatividade no meio-campo, ao contrário do que foi contra a Holanda, Portugal insistia nos lançamentos em profundida. Antes dos dez minutos de jogo, o zagueiro Pepe já tinha realizado cinco, todos errados.Já a República Tcheca tinha única jogada atacar pela esquerda, em cima de João Pereira. O marcador português por duas vezes perdeu os lances em seu setor – primeiro para Plasil, depois para Jiracek -, mas Pepe limpou sua barra.
Ídolos do passado da seleção portuguesa, Luís Figo e Euzébio observavam de perto o desempenho da atual estrela do país. Herói no jogo contra a Holanda, Cristiano Ronaldo também foi o protagonista das poucas chances de gol de Portugal no primeiro tempo.
Aos 24 minutos, ele recebeu na direita e chutou forte, obrigando o goleiro Peter Cech a fazer grande defesa – a jogada, contudo, já estava parada por falta do português. Mais tarde, o jogador do Real Madrid foi acionado por Pepe pelo alto e optou por tentar uma bicicleta. O lande foi bonito, porém pouco efetivo já que o tiro saiu longe do gol tcheco.
A principal chance portuguesa só chegou aos 46 minutos, quando de novo Pepe lançou Cristiano Ronaldo, que dominou no peito, girou sobre a marcação e soltou a bomba. A bola explodiu na trave, para desespero dos jogadores que estavam no banco de reservas.
A República Tcheca também teve duas boas oportunidades para abrir o placar antes do intervalo, ambas pelo lado direito – curiosamente o contrário daquele de onde saíram as primeiras jogadas. Com Dandira, aposta do técnico, aberto no setor, a seleção efetuou dois cruzamentos rasteiros perigosos, que fizeram a zaga portuguesa se virar para afastar o perigo.
Se a primeira etapa foi nivelada, por baixo, a segunda só deu Portugal. E na maioria das vezes com Cristiano Ronaldo. O capitão do time quase abriu o placar em cobrança de falta que acertou a trave. Nani também chegou perto de marcar, mas Cech conseguiu espalmar. Quem balançou a rede foi Hugo Almeida, porém em impedimento e, portanto, o lance foi invalidado pela arbitragem.
A minoria portuguesa nas arquibancadas do estádio – os tchecos eram maioria e ainda contaram com o apoio dos anfitriões poloneses – só pode soltar o grito de gol aos 34 minutos, quando Cristiano Ronaldo tentou do único jeito que não tinha tentado ainda e conseguiu, finalmente, marcar. Nani passou para Moutinho, que foi à linha de fundo e cruzou para a área, onde o jogador do Real Madrid subiu mais que todo mundo para abrir o placar.