Antes mesmo do confronto desta quarta-feira no Morumbi, os jogadores do Lanús garantiram a segurança do elenco corintiano e também do técnico Emerson Leão para o jogo de volta da Copa Sul-Americana, marcado para o dia 11 de outubro, na Argentina. Campeão da Copa Conmebol em 1997, quando dirigia o Atlético-MG, Leão foi covardemente agredido com uma barra de ferro e teve de passar por uma cirurgia no rosto após a final disputada contra o Lanús.
“Se tivermos que ir para o pau, vamos para o pau. Quando eu nasci já existia a rivalidade entre brasileiros e argentinos. Vocês me conhecem, eu nunca fui de correr”, disse Emerson Leão, que manteve Sebá no elenco mesmo depois da debandada de Carlitos Tevez e Mascherano.
Coincidentemente, Sebá marcou um jantar comportado, no bairro do Itaim, em um restaurante tipicamente argentino na segunda-feira. Coelho, Marcus Vinícius e Rafael Fefo o acompanharam e provaram cortes de carnes típicos. “O que passou, passou. Não me interessa o que aconteceu com o Leão. Aquilo foi uma barbaridade praticada por torcedores, uma fatalidade”, disse Ramón Cabrero, técnico do Lanús.
O atacante Cláudio Graf também tranqüilizou os jogadores do Corinthians. “Eu não me lembrava do que havia ocorrido, mas muita gente está lembrando o assunto na última semana. O Leão parece ter sofrido naquele jogo, mas é algo que a gente espera que não se repita nunca mais”, declarou.