O Internacional x Corinthians da noite de ontem pouco tinha a ver com aquela final disputada há um mês e meio. Em ambas as partes, apenas quatro jogadores restavam daquele jogo e foram titulares em cada lado. O empate não se repetiu como antes, mas após a vitória no Beira-Rio por 2 x 1, uma vez mais são os corintianos que saem comemorando em terras gaúchas.
Chicão, Elias, Jorge Henrique e Dentinho pelo campeão. Lauro, Bolívar, Sandro e Guiñazu pelo vice da Copa do Brasil. Esses eram os únicos remanescentes daquele jogo. Analisando pela tabela e pela emoção do torcedor, valia muito mais a vingança para os Colorados do que para os alvinegros, que segundo o próprio técnico Mano Menezes, já não tem mais condições de título nacional com um elenco tão desfacelado, seja pela janela, ou por lesões.
Taticamente falando, o jogo ainda não permitia nenhuma comparação com o 2 x 2 que deu o tri aos corintianos. Porém, tal qual naquela noite, uma falha de marcação num cruzamento na área permitiu que o Corinthians marcasse primeiro, num lance confuso em que Chicão terminou por definir aos 10, embora o gol tenha sido creditado a Jean na súmula.
O gol esfriou o espírito do Inter de se impor na própria casa, fato natural de quem tem a defesa vazada tão cedo. Mas pouco a pouco, a partir dos 20 minutos para ser exato, eles se recuperaram e voltaram a pelea. A falta de criatividade colorada, sobrecarregando seus ataques no lado direito, somada a aplicação alvinegra na marcação por setor, fez com que as chances reais de perigo fossem poucas, tal qual naquela noite.
Só que a primeira tentativa de impedir uma triste reprise, para o Internacional, veio justamente do lado direito. Giuliano fez seu torcedor lembrar o porquê de ter sido contratado tão jovem do Paraná com uma bela jogada individual, cruzando depois na cabeça de Alecsandro, que empatou tudo aos 34. E antes que alguém possa reclamar da arbitragem, ambos os gols na etapa inicial foram irregulares.
A volta dos vestiários parecia ajudar nesse processo. Embora o Corinthians finalizasse em maior número na base da velocidade de seus atacantes, o fato de Jucilei, Elias e Moradei saírem mais abriu espaços para a troca de passes orquestrada por Guiñazu, Giuliano e Andrézinho. Contudo, estes meias, juntos de Marcelo Cordeiro e Alecsandro, não obtiveram frutos dessa pressão. Rafael Santos não foi mais vazado.
Eis que então era hora do filme da Copa do Brasil ter mais uma cena repetida. Jorge Henrique fazendo gol no Beira-Rio, novamente trazendo a felicidade para a nação corintiana, dessa vez com a vitória, que não vinha no Rio Grande desde 2002. Até o destino dos clubes tende para o mesmo caminho, pois o Corinthians já se imagina na Libertadores 2010, enquanto o Internacional se reergue para seguir lutando pelo sonho no ano do centenário.