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Futebol

Corinthians sacrifica jogo bonito e privilegia futebol de resultados

Arquivo Geral

02/09/2006 0h00

Desde que assumiu o Corinthians, o técnico Emerson Leão enfatiza que o caminho para deixar a situação incômoda no Campeonato Brasileiro é priorizar a defesa e jogar simples, de maneira coletiva. Às vésperas do duelo contra a Ponte Preta, o treinador voltou a utilizar o discurso humilde e enaltecer o futebol de resultados.

“Se naquele dia você não tem a capacidade de vencer, tem de ter pelo menos a capacidade não perder. Vencemos duas vezes fora da nossa casa e empatamos uma. São resultados expressivos. Se continuarmos nesse ritmo, terminaremos o campeonato de uma maneira bem aceitável”, aponta.

Capitão do time, o zagueiro Betão confirma que “a filosofia que o Leão passa é de não tomar gol e depois tentar fazer. Às vezes, por se tratar de Corinthians, o pensamento é de que tem de começar ganhando de 3 a 0, e não é assim”. “Nenhum desses cinco jogos nossos (sob o comando de Leão) foi bonito. Prevaleceu a determinação, a raça e a vontade de vencer”, continua.

Na época em que conduziu o Santos ao título nacional de 2002, Leão dizia que o time praticava o “futebol-bailarino”. Mas, na atual situação do Corinthians, o treinador não se importa em deixar o bom futebol para depois. Embora já tenha esboçado uma postura mais ofensiva contra o São Caetano, quando utilizou dois zagueiros em vez de três.

“O bailarino Robinho joga em qualquer time. Mas, primeiro eu procuro dar confiança aos atletas e arrumar a defesa. No último jogo, a circunstância fez com que eu antecipasse e jogasse com dois zagueiros porque achava que o ataque estava muito isolado e precisava de um auxílio, que aconteceu com o Carlos Alberto, o Roger e o Rosinei, além de uma marcação dos volantes um pouco mais adiantada em relação ao que fazia o Mascherano. Deu resultado e espero continuar”, afirma.

Considerando Rosinei um meia, Leão evidencia que um esquema ofensivo está diretamente ligado à contribuição defensiva dos armadores. “Se tivermos um auxílio grande dos meias aos volantes, posso jogar com dois zagueiros tranqüilamente. Quando jogo com três zagueiros, preciso ter dois alas bem ofensivos. Posso jogar com dois zagueiros e, quando estivermos defendendo, um volante vira zagueiro e um meia vira volante”, diz.

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