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Futebol

Corinthians não teme assédio europeu a seus destaques

Arquivo Geral

27/10/2008 0h00

O Corinthians voltou a ter a repercussão de uma equipe de Primeira Divisão. Após comemorar como o retorno à Série A, sábado, como um título, o clube não teme a projeção que ganharam seus jogadores, novamente em evidência.


“Se alguém está disposto a contratar, é só vir aqui e depositar para levar”, simplificou o presidente Andrés Sanchez, que se acostumou a reclamar da situação financeira do Corinthians, cuja dívida total ultrapassa R$ 90 milhões. Segundo o dirigente, entretanto, agora os clubes europeus também foram afetados pela crise econômica mundial. “E, até o momento, não chegou proposta nenhuma.”


Na metade do ano, o lateral-esquerdo André Santos era o mais cotado para deixar o Parque São Jorge, antes mesmo do “título” comemorado com a vitória sobre o Ceará. Chegou a demonstrar inquietação a Mano Menezes, ao informá-lo de que precisava estar em 15 minutos em determinado local para negociar a sua transferência. Os boatos jamais se confirmaram, e o jogador admitiu que influenciaram sua queda de rendimento.


O atacante Dentinho também foi alvo de especulações. Seu nome é constantemente relacionado a grandes clubes europeus, como Real Madrid, Internazionale e Arsenal. O atleta não alimenta o assunto. O mesmo fez o meia Douglas na semana passada, quando o site italiano Calciomercato.com o ‘colocava’ no futebol europeu em janeiro. Ele disse que não estava propenso a sair do Corinthians tão cedo.


Mano Menezes costuma orientar seus jogadores a agirem como Dentinho e Douglas. Costuma lembrar que, na época do Grêmio, observou desfechos diferentes para as negociações dos destaques Lucas, Ânderson e Carlos Eduardo. Os dois primeiros defendem grandes clubes do futebol inglês e são constantemente convocados para a seleção a brasileira. O último, a quem o técnico considera precipitado, está esquecido no modesto Hoffenheim, da Alemanha.


O treinador do Corinthians não se incomoda que alguns dos seus comandados sigam os exemplos de Lucas e Ânderson. “Todos sabemos que, quando um clube europeu quer levar um jogador, ele vem aqui e leva. Mas temos informações que nos possibilitam estar preparados para minimizar essas possíveis perdas”, confiou Mano Menezes, também descrente com o interesse do mercado europeu nos atletas que dirige. “Vamos esperar. Também falavam muita coisa no meio do ano e não deu em nada.”


 

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