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Futebol

Corinthians diz aceitar punição, mas cobra firmeza da Conmebol para outras irregularidades

Arquivo Geral

26/02/2013 19h35

O diretor de futebol Roberto de Andrade se pronunciou sobre a punição preventiva sofrida pelo Corinthians, que terá de atuar com portões fechados na Copa Libertadores até ser julgado. Embora discorde da medida cautelar, o clube se disse disposto a cumprir qualquer pena definida desde que o regulamento da competição seja posto em prática com todos os clubes.

 

Enquanto falava, o dirigente exibia imagens de outras partidas nas quais os sinalizadores – causa da morte do garoto Kevin Espada, torcedor do boliviano San José, atingido durante a partida de seu time contra o Corinthians – foram utilizados. Segundo ele, o fato de não ter morrido ninguém nesses outros jogos não impede que a mesma punição imposta ao Timão seja aplicada.

 

“A punição foi em cima do artigo 11.2 do regulamento, porque o sinalizador foi aceso. Não foi a morte, o regulamento não fala em morte. A morte foi a consequência da causa. Em jogos anteriores e posteriores, havia sinalizadores. Tem que morrer alguém para a punição chegar? Não. O Corinthians vai exigir que seja cumprido o regulamento. Para todos!”, afirmou Andrade. Um dos jogos exibidos em um telão atrás do diretor foi o outro realizado na primeira rodada da Libertadores no mesmo grupo do Alvinegro, Millonarios x Tijuana. Além do óbvio uso de sinalizadores, as imagens mostraram um bandeirinha sendo atendido, reclamando de uma pilha atirada das arquibancadas do estádio El Campín.

 

“Repito, o regulamento tem que ser cumprido por todos, as punições têm de ser iguais para todos. Isso começa pelo San José. Entraram torcedores sem revista, com os sinalizadores. E se fosse uma granada? E o Millonarios? Só vai ser punido se morrer o bandeirinha? Estamos sendo punidos pela consequência, não pela causa. Até quando vamos ficar quietos?”, acrescentou o dirigente.

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