A fama de país pouco aberto ao resto do mundo se aplica à Coreia do Norte também no futebol: a seleção é a grande incógnita da Copa do Mundo de 2010.
No que depender da tradição, a equipe tem tudo para surpreender. Na sua única participação, em 1966, foi às quartas-de-final, eliminando a Itália na primeira fase e despedindo-se dos gramados ingleses com uma virada de 5 a 3 para Portugal depois de fazer 3 a 0.
Desde então, os norte-coreanos ficaram de fora dos holofotes do futebol mundial e pouco apareceram em torneios internacionais. O país disputou duas vezes a Copa da Ásia, ficando em quarto lugar no ano de 1980 e perdendo na primeira fase em 1990.
No próximo ano, os norte-coreanos disputarão o grupo G, ao lado de Brasil, Portugal e e Costa do Marfim.
Em meio a este processo, a vizinha e rival Coreia do Sul foi crescendo até se tornar a maior referência do futebol asiático em Copas com a disputa da semifinal em 2002, quando foi anfitriã junto ao Japão.
A rivalidade, que vai além do campo esportivo, é um estímulo extra para o país, já que será a primeira vez que as duas Coreias estarão na competição entre seleções mais importante do mundo.
Nas Eliminatórias Asiáticas, foram quatro confrontos e três empates – a única vitória foi dos sul-coreanos. Porém, a Coreia do Norte passou por rivais de mais tradição como Arábia Saudita e Irã na última fase, o que comprova qualidade na seleção.
Um dos poucos jogadores que não atua no país é o meia-atacante Hong Yong-Jo, que atua no Rostov, da segunda divisão da Rússia. O treinador é Kim Jong-Hun, pouco conhecido em nível internacional e que aposta na defesa e nos contra-ataques para montar suas equipes.
A falta de informações pode ser favorável à Coreia do Norte na África do Sul, já que os adversários só conhecerão sua forma de atuar quando estiverem em campo. Mesmo assim, é pouco provável que repita o feito de 1966.