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Futebol

Copa: Poliglota na área

Arquivo Geral

30/01/2013 9h07

Marcus Eduardo Pereira

marcus.pereira@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Quando desembarcou em Brasília há cinco anos, Raquel Medeiros tinha o sonho de se tornar comissária de bordo. Mas trabalhando desde os 16 com turismo no Rio Grande do Norte, Raquel percebeu que sua vocação era mesmo neste ramo. “Teria de ficar longe da minha família. Foi aí que percebi que isso não seria para mim”, conta.

 

Recepcionista de um dos hotéis da cidade, Raquel tem se preparado para a Copa do Mundo e não esconde as expectativas: “São as melhores possíveis. Estamos todos ansiosos para 2014. Como já falo inglês, tenho me preparado e buscado novas línguas”, garantiu a recepcionista. Ela  também, de maneira fluente, em holandês.

 

Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria hoteleira do Distrito Federal (ABIH-DF), Helder Carneiro, a iniciativa é vista com bons olhos, mas ele atenta a um fator que poucos têm alertado. “A preparação não deve ser somente no aprendizado de línguas. Hoje precisamos ter aulas comportamentais. Preparar nossos funcionários para recepcionar as diferentes culturas. Deixar de achar que o jeitinho brasileiro resolverá qualquer problema”, avaliou.

 

Segundo Helder, Brasília atualmente conta com 9 mil quartos de hotel registrados junto a ABIH-DF, que suportam cerca de 15 mil pessoas.  “Isso sem contar  pousadas e pensões”, acresentou.

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