Marcus Eduardo Pereira
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O treinador do Brasiliense, Márcio Fernandes, chegou ao clube com a missão de livrar a equipe do rebaixamento para a Série D do Brasleiro do ano passado. Mal sabia ele que essa pode ter sido sua tarefa mais fácil até agora. Ele corre sério risco de não permanecer no clube caso perca o clássico contra o Gama hoje, às 20h30, no Bezerrão.
Pelo menos esse foi o destino dos quatro últimos técnicos que perderam para o Alviverde. Alfinete (2008), Mauro Fernandes (2010), Reinaldo Gueldini (2011) e Edson Gaúcho no ano passado formam a lista de degolados pelo homem forte do clube, Luiz Estevão.
“O Luiz Estevão tem realmente um problema com o Gama. Pode não admitir para vocês, mas tem. Só que a minha saída teve a ver com a presença dele no vestiário. Falou algumas com os jogadores que não gostei”, revelou Edson Gaúcho, último treinador derrotado e demitido após o clássico da capital no ano passado, quando o Gama venceu o jogo por 3 x 2.
Porém, o ex-senador nega que as derrotas para o Periquito causem a intrigante coincidência. “Estes quatro casos não são únicos. Outros treinadores já foram demitidos do Brasiliense”, afirmou.
Para o mandatário, resultados únicos não são primordiais para uma troca de técnico e sim todo um conjunto.”A saída de um treinador não é definida por um resultado de um único jogo”, disse.
Mas não é bem assim que Estevão é visto pela diretoria do arquirrival. “Ele trabalha diferente de nós, toma algumas decisões calorosas. Qualquer derrota para o Gama, ele fica magoado. Ganhar do Gama é uma questão de honra para ele”, alfinetou o presidente do Alviverde Antônio Alves, o Tonhão.
Sem medo do amanhã
Prestes a encarar seu primeiro clássico no Distrito Federal, Márcio Fernandes não se sente pressionado e confia na permanencia independentemente do resultado. “Se eu pensasse nisso, não viria para cá. Peguei o Brasiliense na zona do rebaixamento (Série C do ano passado), ou seja, um grau de dificuldade muito maior. Penso em dar o meu melhor e o resto fica a cargo da diretoria do clube”, afirmou.
Líder de seu grupo, Brasiliense vem com a moral de ter vencido os últimos dois jogos, mas descarta qualquer favoritismo. “Estamos crescendo, mas é preciso melhorar, e muito”, garantiu.
Outro estreante no clássico da capital, o veterano Baiano tem a mesma visão de seu treinador. “Eles são favoritos por jogarem em casa, mas se estivermos determinados temos chance de vencer. Joguei outros clássicos. Tensão boa”, disse.