Ainda sob o comando de Emerson Leão, o Palmeiras estreou no Campeonato Brasileiro no dia 16 de abril diante da Ponte Preta e perdeu por 3 x 2 em pleno Parque Antártica. Cristian e Edmundo marcaram no final e diminuíram um pouco o vexame alviverde. Neste domingo, às 18h10. pouco mais de quatro meses depois e com Tite no comando, o Palmeiras vai a Campinas para tentar dar o troco na Macaca e continuar sua arrancada rumo ao topo da tabela.
Para superar os campineiros e chegar ao décimo jogo sem derrota, o técnico Tite contará com os retornos de Michael e Edmundo, que não enfrentaram o Fluminense por estarem suspensos. Chiquinho e Marcinho retornam para o banco de reservas e ficam como boas opções para o treinador.
Apesar de ter pela frente um adversário seriamente ameaçado pelo rebaixamento, Tite não acredita em desespero por parte da Macaca. E explica: “Todo mundo está desesperado. Nós para crescer, uns para sair do rebaixamento e outros para ser campeão. São estágios diferentes, mas todos estão desesperados”, filosofou.
Satisfeito com o excelente desempenho de sua equipe na vitória por 3 x 0 sobre o Fluminense, Tite espera que o Verdão não perca o foco no primeiro jogo do returno. “A Ponte tem variações interessantes na frente e laterais que saem muito. O grau de dificuldade será alto novamente e não podemos baixar a guarda, ou a Ponte nos atropela”, alertou.
Em sintonia com o treinador, Edmundo, confirmado na equipe, endossou a análise de Tite. “O Tite tem nos alertado para não deixar a euforia tomar conta do grupo. Precisamos continuar trabalhando sério para chegar aos nossos objetivos. Sabemos que temos condições de ganhar da Ponte, mas precisamos mostrar isso dentro de campo”, reforçou.
Ponte
Somando sua pior campanha nos Campeonatos Brasileiros de pontos corridos (foram apenas seis vitórias nas 19 partidas do primeiro turno), a Ponte Preta luta para repetir o efeito “gangorra” que abatia a equipe nas últimas temporadas. Ao contrário desse ano, a Macaca sempre brigava na liderança durante a chamada “primeira fase”, mas após um desmanche, passava o restante do Nacional lutando contra o rebaixamento.
Em 2006, a tendência é que a escrita seja quebrada. A Ponte inicia o segundo turno com um aproveitamento de apenas 38%, mas vê a base do time titular ser mantida. O técnico Marco Aurélio segue no cargo, algo que não acontecia desde 2003, quando Abel Braga ganhou a confiança da diretoria e ficou mesmo lutando contra o rebaixamento.
Na 14ª colocação com 22 pontos, Marco Aurélio vem alterando a escalação constantemente. Como a Macaca tem a pior defesa da competição com 39 gols sofridos, as principais vítimas das mudança vêm sendo a zaga. Desta vez o alvo foi o goleiro Aranha, que volta ao banco após falhar em um dos gols do Atlético-PR na derrota de 3 x 0, na última rodada.
“Nós deixamos a desejar em alguns fundamentos de marcação contra o Atlético. Eles souberam aproveitar nossos erros e ganharam o jogo. Depois do segundo gol, ainda tentei mudar, mas ficou pior”, justificou o treinador.
O atacante Tuto, que cumpriu suspensão na Arena da Baixada, volta e ocupa o lugar de Almir nos 11 iniciais. O esquema 4-5-1, usado no Paraná, volta a ser o 4-4-2. A novidade é o lateral-direito Luciano Baiano, finalmente garantido entre os titulares após ser afastado pelo treinador e apresentar problemas físicos – ficando quatro quilos abaixo do peso ideal.