Há exatos 89 dias, nascia o Botafogo-DF. Desde o início, a intenção era contar com o apoio maciço da torcida e levar o time a elite do DF, através de um acordo com o Esportivo Guará,
clube candango que passaria a levar o nome do time alvinegro do Rio de Janeiro.
Pois bem! No sábado, o time comandado por Marquinhos Bahia conseguiu a tão sonhada vaga
ao bater o Brazsat por 2 x 1, no estádio do Cave. No próximo sábado, dia 17, o clube ainda pode escrever o primeiro título na curta história. A partir das 16h, no estádio do Cave, o time alvinegro encara o Ceilandense na final da Segundona candanga.
No entanto, antes de pensar na finalíssima – o técnico Marquinhos Bahia “determinou” que isso será feito a partir de segunda-feira – o Botafogo-DF ainda curte o gosto da classificação.
O começo da caminhada
No dia 23 de julho, o elenco, ainda em fase de construção foi apresentado. O técnico Marquinhos Bahia foi o escolhido para fazer o sonho da diretoria virar realidade. Na ocasião, o treinador destacou a importância e a pressão que seria assumir o posto.
“Teremos uma responsabilidade muito grande em cima do nome, mas só nome não ganha jogo”, adiantou Marquinhos. Foi então que ele partiu para a prática. Com 12 jogadores
“importados” do Rio de Janeiro e mais 12 que ainda poderia contratar, o comandante fez
seus primeiros riscos na prancheta.
No sábado, após a vitória por 2 x 1 sobre o Brazsat e a classificação garantida na elite candanga de 2010, Marquinhos mapeou os 90 dias de existência do clube alvinegro candango. “Quando fui convidado para tomar a frente do Botafogo-DF, já estava até apalavrado com o Ceilandense. Mas pela confiança no meu trabalho e a expectativa positiva da diretoria, resolvi aceitar”, lembrou Marquinhos.
“Quando o presidente falou que estavam vindo 12 jogadores do Rio e eu teria liberdade para indicar outros 12 além dos que já tínhamos corrido atrás, agregou-se muita qualidade. Mas foi aí que tivemos trabalho. Tive de conscientizar os jogadores que aqui não era um time do Rio, de Brasília, de São Paulo e sim o Botafogo-DF”, explicou o treinador.
Passado o maior motivo de dores de cabeça e insônia do comandante alvinegro, a tarefa agora passava a ser levar o time a série A candanga. “Partimos com muita vontade em busca desse nosso objetivo. E hoje (sábado), no dia 10 de outubro, ele foi alcançado”, vibrou Marquinhos.
A chegada do ídolo
Um mês após a criação do clube, o Botafogo-DF anunciou a contratação de maior peso até aqui. Túlio Maravilha desembarcava na capital federal para dar impulso ao objetivo pessoal de chegar ao milésimo gol. A conta do artilheiro marcava 881 tentos no dia 14 de agosto de 2009.
Após o duelo com o Brazsat, onde mais uma vez Túlio balançou a rede, a distância para a meta ser atingida diminuiu. E muito. Antes de entrar na final da competição, o artilheiro falastrão já soma 893. A unção deu tão certo que Túlio após a partida contra o Brazsat já avisou que só deixa o time candango para fazer o milésimo pelo Botafogo carioca.
No clube, ele é unanimidade. “É uma honra você ter um jogador da qualidade do Túlio. Não é à toa que ele tem quase 900 gols”, idolatra Marquinhos Bahia.