O Estudiantes conheceu de perto a rivalidade mineira ao desembarcar na noite de terça-feira em Belo Horizonte para a final da Libertadores. A delegação da equipe de La Plata ouviu provocações de torcedores do Cruzeiro no aeroporto, mas também contou com o apoio dos atleticanos.
O principal alvo foi Verón, capitão do time argentino. Cruzeirenses gritaram o nome de Sorín, ídolo celeste e desafeto do meio-campista. Outro torcedor percebeu que o rival ainda tem no rosto a marca de uma cotovelada que levou do volante Ramires e gritou “bem feito” ao veterano.
Mas Verón também foi recebido com carinho na capital mineira. Assediado por atleticanos, retribuiu com gestos de positivo e tchauzinhos. Já no hotel onde o grupo do Estudiantes ficará hospedado, ganhou de uma torcedora do Galo uma camisa do arquirrival da Raposa.
Os jogadores evitaram a imprensa no desembarque. Apenas o técnico Alejandro Sabella falou com a imprensa no aeroporto. “Cada equipe tem 50% de chances, mas estamos confiantes. Vamos tentar ganhar a partida no meio-campo. Se não der, jogaremos nos contra-ataques”, adiantou.
Já no hotel, com o clima menos conturbado, alguns atletas também atenderam aos jornalistas. “Podemos voltar com o título”, apostou o goleiro Andújar. “Em La Plata, fomos agressivos, mas nos afobamos. Isso não pode se repetir. As finais se decidem na partida de volta”, completou.
O Estudiantes faz nesta terça-feira um treino de reconhecimento do gramado do Mineirão, palco da grande decisão. Depois do empate sem gols em casa na ida, a equipe de Verón tenta conquistar a Libertadores pela quarta vez (foi tri entre 1968 e 1970) na quarta, às 21h50 (de Brasília).