O técnico Adilson Batista pensa em poupar alguns jogadores diante da Ponte Preta, nesta quarta-feira, às 19h30 (horário de Brasília), no Moisés Lucarelli. Os laterais Pará e Léo, o volante Adriano e o meia Róbson sentiram lesões musculares após a vitória no clássico sobre o São Paulo, no último domingo, e podem ficar de fora contra a Macaca. Mas deixar de atuar definitivamente não faz parte dos planos do meia Elano.
Em sua segunda passagem pela Vila Belmiro, Elano destacou que pretende estar em campo o maior número de jogos que for possível. “Estou me sentindo muito bem até agora. Não penso em ficar de fora do time, não. Quero jogar”, resumiu.
Segundo o meio-campista, a sua principal dificuldade está no pouco tempo de preparação que os clubes tiveram na pré-temporada e as altas temperaturas enfrentadas pelos atletas neste início do Estadual, com partidas no Interior Paulista, em pleno verão.
“Me sinto bem fisicamente, mas é aquilo que eu falo: foi muito importante a minha chegada aqui um mês antes da pré-temporada. Pude descansar alguns dias antes da nossa reapresentação no dia 3 (de janeiro) para jogar no dia 15. Até porque, agora estamos praticamente nos preparando dentro dos jogos, atuando em lugares com um calor impressionante, como foi em Presidente Prudente (na vitória de 4 a 2 sobre o Grêmio-SP)”, destacou Elano.
Porém, apesar de ter rejeitado receber imediatamente uma “folga” de Adilson, o meia não rechaçou a hipótese de ser poupado futuramente para que, nos momentos decisivos das competições que os santistas terão pela frente, possa receber um trabalho físico especial.
“Acho que é necessário tudo aquilo que for feito em prol do grupo. De repente, num jogo, sem dizer que ele seja mais fácil ou difícil, você pode ficar de fora e dar uma recuperada durante a semana, descansando mais e fazendo o cronograma de treino mais intenso, para recuperar ou manter o ritmo ideal”, ponderou.
Elano acredita que esse tipo de cuidado pode render frutos a qualquer jogador no decorrer da temporada. “Na Europa, existe essa mentalidade e, às vezes, o jogador chega em uma época que está numa crescente física e pede para não jogar. O treinador entende e é feito um plano de trabalho para mantê-lo em um bom nível físico. Só que para fazer isso, requer que você tenha um grupo muito bom, de qualidade. E não dá pra fazer isso perdendo. Se você ganha, é viável tirar uma peça ou outra para dar esse balanço na equipe”, concluiu.