Caio Junior assinou contrato até dezembro de 2007 com o Palmeiras e, confiante em seu potencial, espera que seu trabalho não seja interrompido antes do fim do Campeonato Brasileiro. O treinador acredita que a constante troca de técnicos (quatro, no total) que o clube promoveu este ano foi determinante para a péssima colocação da equipe na competição nacional.
“O time teve uma queda emocional muito grande com a saída do Tite. A nova fórmula dos pontos corridos requer adaptação, um planejamento a longo prazo, mantendo o treinador. Tomara que aqui haja essa convicção em relação ao meu trabalho”, comentou.
O novo comandante palmeirense justificou sua tese com exemplos recentes. “O Renato (Gaúcho, do Vasco) perdeu a final da Copa do Brasil e ficou. O Muricy (Ramalho, do São Paulo) perdeu a final da Libertadores e ficou. Abel (Braga, do Inter) perdeu a final do Gauchão e ficou. Eu perdi quatro jogos seguidos no Brasileiro e fui mantido”, enumerou.
Além do desempenho da equipe em campo, Caio lembra que um planejamento a longo prazo permite um melhor acompanhamento em relação às categorias de base. Com tanta mudança de técnico, fica complicado revelar jogadores. O caso mais emblemático é do lateral Ilsinho, que passou despercebido por vários treinadores e se transferiu para o São Paulo ao final do seu contrato.
Caio garante que estará atento para evitar que casos como esse se repitam. “É uma obrigação conhecer os juniores e os jogadores do time B. Claro que não vamos lançar qualquer atleta, mas, se eu sentir que tem jogador em condição de defender o time principal, não vou ter medo de lançar”, afirmou.