Quando o Cruzeiro marcou o primeiro gol da final da Copa São Paulo nesta quinta-feira, no estádio do Pacaembu, uma torcida em especial vibrou com mais intensidade: a família do lateral Anderson, autor do tento que colocou o time mineiro à frente no placar.
Natural de São Paulo, o jogador foi acompanhado pelos familiares desde a estréia e retribuiu o gesto com o gol na final. Na decisão, aliás, a família do jogador estendeu uma faixa de apoio ao jogador, cujo texto chamava a atenção de Dunga para o futebol do jovem lateral. “Fiquei arrepiado com tudo aquilo. Pelo fato da minha família estar ali, pela torcida”, resumiu o atleta, que parecia incomodado com tamanho assédio após o jogo.
Na hora do gol, entretanto, Anderson não correu em direção a torcida. “Na hora não vi ninguém, só saí gritando. Deu vontade de chorar, mas eu me segurei”, revelou o jogador, que deixou a timidez de lado ao falar de suas características dentro de campo. “Procuro atacar forte, que é minha característica, mas volto para marcar também”, explicou o autor de cinco gols na Copinha.
Se a atenção de Dunga o lateral ainda não chamou, pelo menos a do treinador da equipe, Enderson Moreira, ele já tem. “O Anderson é um grande atleta, apesar do pouco tempo de júnior. Mas com o tempo ele vai ganhando mais maturidade”, previu o comandante da base cruzeirense.