Décimo colocado na tabela do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras está a apenas quatro pontos da zona das equipes que se classificariam para a Libertadores da América 2007 se o campeonato terminasse hoje (o Inter, já classificado, cede vaga para outra equipe). A incrível recuperação da equipe depois do período da Copa do Mundo já está dando aos atletas do Verdão o direito de sonhar com a competição mais importante do continente. Edmundo é um deles.
“Não sonhava, em tão pouco tempo, estar nessa situação, pois começamos o campeonato de uma forma muito ruim. Agora a situação é real, e temos que colocar na cabeça a idéia de ir com tudo para buscar uma vaga na Libertadores e, se os outros derem mole, pensar até no título”, exagerou o Animal.
O camisa sete ressaltou, no entanto, que, por incrível que pareça, a ameaça do rebaixamento também não está totalmente exterminada, já que o equilíbrio da competição dá ao Palmeiras a irônica diferença de quatro pontos também da primeira equipe presente na zona ameaçada pela queda.
“Com a postura que a equipe está jogando, é possível sonhar mais alto, mas não podemos esquecer que a água ainda está batendo na bunda e qualquer resultado ruim pode colocar as equipes que estão abaixo de novo na nossa cola. Temos que encarar dia-a-dia, tentar vencer a Ponte e criar um novo sonho”, ordenou.
Sem obsessão: Ao contrário da maioria dos técnicos e jogadores, Edmundo levantou uma questão que pode ser interpretada de maneira polêmica. Para o Animal, dependendo do ângulo a ser analisado, o Palmeiras poderia se beneficiar mais não conquistando a vaga para a Libertadores 2007, e sim para a competição de 2008.
O Animal resgatou um velho discurso adotado por Tite e citou o São Paulo como um exemplo a ser seguido. “Há duas formas de se fazer. Priorizar, como fez o São Paulo, que abriu mão do Paulista, ou montar dois times, como também tem o São Paulo. O segundo time deles é melhor do que 90% das equipes que estão disputando o Brasileiro”, elogiou.