A reta final do Campeonato Brasileiro é uma espécie de paraíso para os matemáticos que acompanham a competição. Porém, para quem está na parte de baixo da tabela de classificação, lutando contra o rebaixamento, a incerteza nas contas e as divergências de opinião entre os especialistas em matemática tornam a realidade um drama. Alguns colocam que apenas com 45 pontos um time estará livre do risco de queda. Outros, falam que com 44 pontos já dá para ficar tranquilo. O número 43 para a pontuação é o que gera mais incertezas. Determinados especialistas dizem que a queda com essa pontuação é certa, enquanto outros colocam a numeração como a garantia de que um time jogará na elite do próximo ano.
Com 33 pontos, o Botafogo não sabe ao certo se precisa de mais 10, 11 ou 12 pontos para garantir a permanência na primeira divisão. Porém, seus jogadores não parecem muito preocupados com isso e garantem que sabem o que precisam fazer para evitarem a queda: ganhar. O primeiro desafio será neste sábado, às 21 horas (de Brasília), contra o Atlético-PR no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ), pela 33ª rodada.
“Temos condições de escapar do rebaixamento, mas não podemos ficar fazendo contas. Temos que ir a campo e fazer a nossa parte. Se ganharmos o próximo jogo a distância para a pontuação necessária vai cair ainda mais”, disse o goleiro Jéfferson.
Para o atacante Rogério, a equipe não pode se agarrar à matemática, mas sim vencer todos os confrontos. “O Botafogo não pode mais errar na competição. Já gastamos a nossa cota de erros. Temos que vencer o Atlético e os próximos jogos. Apenas com as vitórias vamos conseguir a permanência na primeira divisão. Só vamos ter a certeza do número ideal quando atingirmos uma pontuação que a zona de rebaixamento não vai poder nos pegar”, disse Rogério.
O técnico Vagner Mancini e os demais membros da comissão técnica também preferem não trabalhar com números fechados. Embora não falem abertamente, porém, pensar que com 45 pontos a certeza de ficar na elite nacional será de 100% e por isso as contas passam necessariamente por vitórias nos três jogos em casa contra rivais de fora do Rio de Janeiro: Atlético-PR, Figueirense e Atlético-MG, este na última rodada.
O jogo considerado mais complicado é o clássico contra o Fluminense, onde o que vier é lucro. A ordem é conseguir os dois pontos restantes nos jogos como visitante contra Chapecoense, que também briga contra o rebaixamento e vem caindo de produção, e Santos, que vai ser o rival da penúltima rodada quando, provavelmente, não terá mais aspirações no ano.
“Temos que pensar cada jogo. São seis decisões até o fim do ano e o jogo contra o Atlético Paranaense é o primeiro de uma série de finais para o Botafogo”, analisou Mancini.
A escalação que vai a campo no sábado só deverá ser definida no treino desta quinta-feira, à tarde, no Engenhão. O zagueiro André Bahia, ainda com dores musculares na coxa direita, segue sendo um problema e sua presença contra o Furacão é incerta. Se ele for vetado, Dankler deverá permanecer na zaga. A única mudança praticamente certa é a entrada do atacante Jobson na vaga de Murilo, que não teve um bom desempenho na derrota de 2 a 1 para o Cruzeiro. O atacante Wallyson, que sofreu grave entorse no tornozelo direito, permanece sem previsão de retorno aos gramados.